Chefe da Casa Civil diz que Castro ficará no governo até abril: 'Nenhum motivo para antecipar a saída'

 

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O secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione (PL), afirmou nesta terça-feira que o governador Cláudio Castro (PL) só deve deixar o cargo em abril, prazo-limite de desincompatibilização para concorrer nas eleições deste ano. Nicola acompanha o terceiro dia de desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio, na Marquês de Sapucaí, no camarote do governo.

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Castro, que também está no camarote do estado nesta terça, pretende concorrer ao Senado neste ano. A eventual saída de Castro do cargo antes do fim do mandato obrigará a Assembleia Legislativa (Alerj), com seus 70 deputados estaduais, a eleger um governador para um mandato-tampão, até o fim de 2026. Nicola é o favorito de Castro para ocupar esse posto, mas sua candidatura ainda depende de vencer resistências dentro do PL.

O momento da saída de Castro vem gerando especulações por fatores que vão além da queda de braço no seu partido. O governador é alvo de um pedido de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já começou a ser julgado e deve voltar à pauta neste mês. Reservadamente, alguns aliados de Castro sugerem que ele renuncie ao cargo antes do julgamento ser concluído, numa tentativa de esvaziar o processo de cassação, que ainda pode torná-lo inelegível.

-- O governador deve sair em abril mesmo. Acredito que ele vá até o limite (do prazo de desincompatibilização). Não há nenhum motivo para fazê-lo antecipar essa saída -- afirmou Nicola.

O chefe da Casa Civil disse que aguarda uma reunião entre Castro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio, na semana que vem, para saber se será candidato ao mandato-tampão. Nicola se filiou ao PL no fim do ano passado, a pedido de Castro, e vem se reunindo com deputados estaduais para preparar terreno para concorrer.

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-- A ideia do governador é ter alguém de confiança, que possa cumprir o mandato, para que não haja descontinuidade da gestão. Foi o que ele conversou comigo. Agora estou aguardando a definição dele com Altineu e com o senador Flávio -- disse o chefe da Casa Civil.

Um dos fatores que gerou resistência ao nome de Nicola no PL é a preferência de Flávio Bolsonaro por um governador-tampão que também dispute a eleição direta, em outubro, quando todo o eleitorado vota. Nicola tem afirmado que seu acordo com Castro, por ora, é apenas disputar a eleição indireta, que será realizada pela Alerj no primeiro semestre em caso de renúncia do governador.