Chef famoso pela cozinha de origem japonesa, Nao Hara abre o italiano Giappo, no Jockey
Giappo, estampado no muro do Jockey, chama a atenção e contrasta com o estilo discreto de Nao Hara, o premiado chef da casa. Em italiano, “giapponesi” quer dizer japonês — e, em livre tradução para o carioquês, o diminutivo “japa” virou Giappo, nome do novo restaurante do Nao que, quando morou no Japão, trabalhou em espaços de múltiplas culinárias, incluindo a italiana. “Inspirei-me nas regiões do Piemonte, Veneto e Lombardia. Busquei apresentar uma nova percepção da comida artesanal italiana, usando poucas referências do meu trabalho mais conhecido, o japonês, mas ele sempre aparece.”
O premiado chef Nao Hara está à frente da nova casa, com 240 lugares
Tomás Rangel
Foi um sem-número de testes de ingredientes: 22 tipos de farinha; diversas águas minerais; queijos de búfala, vaca e cabra. Tudo para alcançar leveza, texturas e sabores que agradassem ao eclético público. Para começar, destaca-se o nhoque crocante com fonduta de queijo (R$ 45). Entre os principais, as massas recheadas e os formatos incomuns são destaque: o Quadrucci coloratta (R$ 89) é como um arco-íris, com recheio de queijo e carne, na manteiga de shitake, enquanto a Teia de Raviólis (R$ 85) é recheada com queijo de cabra e purê de abóbora.
Os doces seguem o espírito lúdico. O Tiramisu (R$ 55) ganha calda de chocolate e sorvete de doce de leite; a voluptuosa Meringatta (R$ 55) leva morangos, sorvete de morango e lâminas de suspiro, e vem envolta em algodão-doce de morango, que se dissolve com a chuva de calda fresca — sucesso absoluto entre os pequenos gourmands.
O nhoque crocante com fonduta de queijo: entradinhas
Tomás Rangel
A chef Silvana Bianchi, da Pastrella, especialista em massas italianas, resume a experiência: “Por trás dos olhos do Nao existem muito talento, criatividade infinita e disciplina oriental”.
Ainda neste ano, a casa ganhará um segundo andar, onde o chef promete resgatar o inesquecível Esqueminha, inusitado menu degustação criado há 35 anos, que atraía gente de paladar exigente em busca de aventuras gastronômicas ao Edifício Central. A chef Flávia Quaresma era frequentadora: “Pegava o metrô e, rapidinho, estava no Shin Miura. O Nao é vanguarda”.
Em bom carioquês, Giappo é a tradução de japa em italiano
Tomás Rangel
