Harry e Meghan, duque e duquesa de Sussex, estão de volta ao Reino Unido mas não serão membros ativos da família real britânica. Uma carta do rei Charles III, tornada pública nesta segunda-feira (7), diz que o casal não está autorizado a participar de compromissos oficiais.
O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais direto no seu celular Quer morar fora? Ferramenta do GLOBO reúne informações sobre custo e qualidade de vida, salários, vistos, oportunidades e características de 36 países Eles continuarão sem poder usar o título de "Suas Altezas Reais" (HRH, na sigla em inglês) e permanecerão como “cidadãos particulares”, afirma o texto enviado em nome do rei pelo Lord Chamberlain à equipe de Harry, departamentos governo, autoridades militares e aos Lord Lieutenants, representantes legais do monarca. De acordo com a rede britânica BBC, a carta de Charles III deixa claro que quaisquer compromissos realizados pelos Sussex serão feitos em caráter privado e não representando a Família Real. Harry e Meghan voltaram ao Reino Unido no mês passado com os filhos Archie e Lilibet, depois de trocar o país pelos EUA, onde viviam na Califórnia.
Reino Unido: conheça o custo de vida, os salários e as regras para brasileiros morarem no país A carta de Charles III deixa clara que o Acordo de Sandringham, firmado em 2020 quando Harry e Meghan deixaram o Reino Unido, continua válido.
O acordo afirma que o casal não poderia buscar os próprios interesses comerciais enquanto continuassem como membros ativos da realeza. “É de conhecimento geral que, em janeiro de 2020, o duque e a duquesa deixaram de exercer funções representativas em nome do Soberano e não são mais membros ativos da Família Real”, afirma a carta. “O trabalho filantrópico do duque e da duquesa é uma questão pessoal de ambos e é realizado em caráter privado." Vídeo: governo britânico classifica como 'arruaceiros' os encapuzados que tentaram bloquear a entrada de imigrantes no sul do país A carta do rei afirma ainda que quaisquer dúvidas sobre a recepção que deverá ser oferecida aos Sussex, “especialmente quando houver necessidade de recorrer a recursos públicos”, devem ser encaminhadas ao Palácio de Buckingham. Sobre a segurança da família de Harry e Meghan, que tem sido alvo de questionamentos do príncipe — Harry tem reclamado da falta de proteção policial adequada no Reino Unido —, o texto afirma que esse segundo cabe às autoridades policiais. O Palácio de Buckingham já afirmou, em outras ocasiões, que a segurança de Harry é assunto para o Royal and VIP Executive Committee (Ravec, na sigla em inglês) que decide sobre a segurança de membros da realeza e de figuras públicas. “Quaisquer questões relacionadas à segurança operacional devem continuar sendo encaminhadas às autoridades policiais competentes”, diz a carta.
O Globo