Chances de vida alienígena existir são 'bem altas', diz chefe da Artemis II e comandante da Nasa
O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a busca por vida extraterrestre está no centro das missões da agência espacial americana e que as chances de encontrar evidências de que a humanidade não está sozinha no universo são “bastante altas”.
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Em entrevista ao programa Meet the Press, da CNN, Isaacman disse que investigar a existência de vida alienígena “está no coração de muitas coisas que fazemos na Nasa” e acrescentou: “Nosso trabalho aqui é sair e tentar desvendar os segredos do universo”. Segundo ele, uma das principais perguntas é: “Estamos sozinhos? Então eu diria que isso é inerente a cada um dos nossos empreendimentos científicos, nossos esforços de exploração”.
O dirigente mencionou ainda a possibilidade de uma base no polo sul da Lua, que poderia incluir telescópios “que nos ajudarão a continuar essa grande busca”. Apesar disso, ponderou que, em suas experiências no espaço, não encontrou evidências diretas de vida inteligente. “Fui ao espaço duas vezes e não encontrei alienígenas lá. Não vi nada que sugira que fomos visitados por formas de vida inteligentes”, afirmou.
Ainda assim, destacou a vastidão do universo como fator decisivo: “Quando você pensa nisso, temos 2 trilhões de galáxias lá fora. Quem sabe quantos sistemas estelares dentro de cada uma delas? Eu diria que as chances de encontrarmos algo em algum momento que sugira que não estamos sozinhos são bastante altas”.
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As declarações foram feitas poucos dias após o lançamento da missão Artemis II, que marca o retorno de voos tripulados ao entorno da Lua desde 1972. A cápsula Orion, com quatro astronautas a bordo, realizou uma trajetória ao redor do lado oculto do satélite natural e deve retornar à Terra ao fim da semana.
Isaacman destacou que um dos principais objetivos desta fase da missão é coletar dados sobre os sistemas de suporte à vida da espaçonave. “Esta é a primeira vez que temos humanos a bordo da Orion. Queremos reunir o máximo de dados possível... aprender o máximo que pudermos sobre a Orion é criticamente importante”, disse.
Ele também comentou o planejamento das próximas etapas do programa: a missão Artemis III, prevista para 2027, testará a espaçonave em conjunto com módulos de pouso lunar. Já a Artemis IV, programada para 2028, deverá levar astronautas americanos de volta à superfície da Lua.
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Durante a viagem, a agência também solucionou um problema técnico no sistema sanitário da Orion, conhecido como Universal Waste Management System (UWMS). O equipamento, avaliado em US$ 30 milhões, havia apresentado uma luz de falha intermitente.
Isaacman minimizou o incidente e destacou que, historicamente, banheiros funcionais não são prioridade em missões espaciais. “Ao longo da história dos voos espaciais tripulados — dos programas Mercury, Gemini e Apollo, ao ônibus espacial, à Mir, à Estação Espacial Internacional, à Dragon, na qual eu voei, e, claro, à Orion — o banheiro funcionar é quase uma capacidade bônus”, afirmou.
Ele ressaltou que há sistemas de redundância para garantir o funcionamento básico. “Mesmo quando temos um problema com congelamento no sistema principal, o secundário tem funcionado. Acredite, os astronautas estão bem agora e estavam bem preparados para a situação”, disse.
