Chanceler do Irã confirma morte de alguns comandantes: 'Mas isso não é um grande problema'
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste sábado que o país é capaz de se defender sozinho após os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. Em entrevista à emissora americana NBC News, o chanceler classificou a ofensiva como “não provocada, ilegal, absolutamente ilegítima e contrária ao direito internacional”.
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Araghchi também minimizou eventuais baixas na estrutura militar do país. “Podemos ter perdido alguns comandantes, mas isso não é um grande problema”, declarou. Segundo ele, os bombardeios iranianos contra bases militares na região devem ser entendidos como um “ato de autodefesa”.
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As declarações ocorrem em meio à escalada militar iniciada após ataques americanos e israelenses contra alvos em cidades iranianas. Explosões foram registradas em Teerã, com colunas de fumaça visíveis na capital, segundo relatos de testemunhas e jornalistas da AFP. O governo iraniano afirmou que as ofensivas atingiram infraestrutura defensiva e também áreas não militares.
Em resposta, os Guardiões da Revolução anunciaram o lançamento de uma “primeira onda” de mísseis e drones contra Israel. Sirenes de ataque aéreo foram acionadas em diversas áreas, e autoridades israelenses relataram uma nova barragem de projéteis em direção ao país.
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Um oficial militar israelense afirmou que “diversas figuras importantes” do regime iraniano foram eliminadas nos ataques realizados neste sábado. Segundo ele, três locais onde integrantes do governo iraniano estavam reunidos foram atingidos simultaneamente durante a operação.
De acordo com o militar, as Forças de Defesa de Israel mantêm “estreita cooperação” com o Exército dos Estados Unidos na elaboração de uma lista extensa de alvos estratégicos no país. Ele acrescentou que as tropas israelenses permanecem prontas para novos ataques caso a situação se intensifique.
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Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que os bombardeios de Washington e Tel Aviv representam uma violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. A nota acrescenta que as forças armadas estão “totalmente preparadas para defender o país” e que os responsáveis “se arrependerão de seus atos”.
O chanceler iraniano também pediu que a comunidade internacional reaja. Em conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Araghchi defendeu uma ação do Conselho de Segurança da ONU para “responsabilizar os criminosos” e conter novas ofensivas.
Os ataques foram autorizados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a operação tem como objetivo eliminar “ameaças iminentes” representadas pelo Irã. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a ofensiva busca remover o que chamou de “ameaça existencial”.
Enquanto os bombardeios prosseguiam, o espaço aéreo de Irã, Iraque e Israel foi fechado para voos civis, e embaixadas americanas no Golfo orientaram seus cidadãos a buscar abrigo.
