Chanceler da Turquia diz que novas propostas foram apresentadas a EUA e Irã

Chanceler da Turquia diz que novas propostas foram apresentadas a EUA e Irã - Foto
Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou neste sábado (19) que novas propostas foram apresentadas a Estados Unidos e Irã, em meio ao impasse nas negociações entre os dois países. Em entrevista à emissora turca NTV, o chanceler disse que Ancara concentra esforços para que as conversas avancem. "Estamos concentrando todos os nossos esforços para que as negociações entre Estados Unidos e Irã cheguem a um resultado", afirmou Fidan. Segundo ele, há "grande desconfiança entre as partes". O ministro disse que americanos e iranianos haviam chegado a um entendimento no Paquistão, mas que problemas posteriores na implementação levaram os dois lados a interpretar de forma diferente o processo. Estados Unidos e Irã chegaram em junho a um acordo provisório, com mediação do Paquistão, para interromper a guerra e avançar nas negociações sobre temas ainda pendentes. Desde então, porém, as conversas enfrentam divergências sobre a implementação do entendimento. "Há novas propostas apresentadas às partes. Espero que as aceitem", disse Fidan. O chanceler não detalhou o conteúdo nem informou quem apresentou as propostas. Disse apenas que havia mantido, neste sábado, diversas conversas com pessoas envolvidas na mediação e com as partes. As declarações foram dadas em resposta a uma pergunta sobre a escalada dos confrontos entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen. Fidan relacionou o agravamento da crise regional ao impasse entre Washington e Teerã e afirmou que a tensão passou a atingir também Bab el-Mandeb, estreito entre o Iêmen e o Chifre da África, uma das principais rotas marítimas entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico. Segundo ele, a crise vem se ampliando em direção à Arábia Saudita e ficando "cada vez mais complexa". O ministro também alertou para os efeitos econômicos da continuidade dos conflitos. "Já começam a ultrapassar o que alguns países conseguem suportar", afirmou, citando impactos na Europa, na Ásia-Pacífico e na África. Fidan também mencionou a guerra entre Rússia e Ucrânia. "Na guerra entre Rússia e Ucrânia, também há ataques à infraestrutura de energia. Há um sério gargalo nas rotas energéticas", disse. Segundo o chanceler, a combinação das crises aumenta a pressão sobre países dependentes de energia importada, como a própria Turquia. *Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Liberal