O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, chegou a Seul nesta quarta-feira para reuniões com autoridades sul-coreanas, em um momento em que Seul e Washington reduziram o escopo de seus exercícios militares conjuntos diante dos esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reativar a diplomacia com o líder norte-coreano, Kim Jong Un.
Wang se reunirá e participará de um jantar com o chanceler sul-coreano, Cho Hyun.
Os diplomatas devem discutir as relações bilaterais, a situação na Península Coreana e assuntos regionais, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul.
Na quinta-feira, o chanceler chinês tem encontros agendados com o presidente Lee Jae Myung e com o conselheiro de Segurança Nacional, Wi Sung-lac.
A visita ocorre após Trump ordenar o redimensionamento das manobras militares, citando sua relação com Kim e sinalizando disposição para se reunir novamente com o líder norte-coreano.
Em entrevista coletiva à imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reiterou a posição de Pequim sobre o tema, destacando que a manutenção da paz e o avanço de uma solução política na região atendem aos interesses comuns de todas as partes.
O chanceler sul-coreano afirmou ao parlamento que buscará negociar uma cúpula bilateral entre o presidente Lee e o líder chinês, Xi Jinping, à margem da reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), prevista para ocorrer em Shenzhen no final deste ano.
A agenda também antecede a proposta de Lee para a realização de conversas multilaterais entre os países envolvidos na Guerra da Coreia (1950-1953) a fim de estabelecer um acordo de paz duradouro na península.
Wang Yi
Shannon Stapleton/Reuters
