Chanceler alemão defende ratificação de acordo entre União Europeia e Mercosul 'o mais rápido possível'

 

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O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, defendeuontem que o acordo entre União Europeia (UE) e Mercosul seja ratificado “o mais rápido possível” e afirmou que o Brasil é um parceiro “importante em um mundo cada vez mais complexo”:

“Com esse acordo da União Europeia e Mercosul, ambas as partes do Atlântico vão se beneficiar e criar mais crescimento econômico. [...] Não vamos dar um passo atrás. O processo de ratificação precisa ser concluído o mais rápido possível, só precisa de acordo na União Europeia e no Parlamento Europeu”, disse o chanceler.

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Seu discurso ocorreu na abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), em agenda paralela à da Hannover Messe, a feira industrial de Hanôver, com a presença do presidentre Lula.

Negociado há mais de 25 anos, o acordo entre União Europeia e Mercosul entra em vigor na próxima semana, em 1º de maio, mas ainda com status de provisório porque precisa de uma etapa final de retificação.

Merz descreveu o Brasil como um parceiro no qual se pode confiar que seguirá as posições negociadas: “O Brasil é um parceiro importante em um mundo cada vez mais complexo. Queremos reavivar parcerias antigas. Temos acordo comum em política mundial em que podemos confiar em combinados e contribuir para a solução de problemas globais. [...] Comércio livre e justo só pode ser realizado sobre relações consolidadas em regras”.

O chanceler alemão lembrou o potencial dos mercados da Alemanha e do Brasil, com 300 milhões de pessoas ou consumidores e afirmou que é possível dobrar o comércio exterior entre os dois países, proposta feita pouco antes de sua fala pelo presidente da Confederação Nacional da Industria (CNI), Ricardo Alban.

“Antes do acordo [União Europeia e Mercosul], a balança comercial estava US$ 20 bilhões. Pelo tamanho das economias é muito pouco e vamos aumentar. Concordo com o presidente [Ricardo] Alban, vamos dobrar esse volume”, disse Merz.

Em seu discurso, o presidente da CNI defendeu que Brasil e Alemanha sejam mais que parceiros, “que sejam cúmplices”.

(*Do Valor) (Os jornalistas viajaram a convite da Apex Brasil)