Chamadas telefônicas entre cidades de mesmo DDD começam a ficar mais baratas
As chamadas entre cidades do mesmo DDD feitas por telefones fixos vão começar a pagar mais barato em alguns estados do Norte e Nordeste. A medida está sendo ampliada mês a mês para outras localidades e até junho será implantada em todo o país.
A Anatel, agência que regula as comunicações no país, definiu que chamadas entre cidades de uma região com mesmo código de área deixarão de ser consideradas chamadas de longa distância e passarão a ser tarifadas como ligações locais. Entrou em vigor neste domingo, dia 1º de fevereiro, a redução nas tarifas começou a valer também para o Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará e Roraima.
A mudança influencia diretamente no preço a ser pago por minuto e já começou a valer em janeiro para Bahia e Sergipe. Os outros estados do Nordeste terão, até o fim do mês, tarifas mais baixas (confira agenda abaixo). O Estado de São Paulo será o último beneficiado com a medida, em junho.
Segundo a agência, a mudança busca simplificar as regras da telefonia, aproximar o funcionamento do telefone fixo ao do celular e aumentar a transparência para o consumidor. Antes da atualização, alguns municípios vizinhos possuíam tarifação distinta por conta da diferença de região de tarifas.
Esta é uma adaptação a um cenário em que o uso do telefone fixo vem caindo, mas ainda pesa no orçamento de empresas, órgãos públicos e moradores de regiões onde a internet é instável e o celular nem sempre substitui totalmente o serviço tradicional.
Ligações mais baratas
Segundo a Anatel, no país inteiro o número de áreas locais da telefonia fixa vai cair de 4.118 para apenas 67. Isso significa que milhões de chamadas entre municípios de um mesmo estado deixarão de ser classificadas como longa distância.
Além disso, o usuário não precisará mais digitar o código da operadora e o DDD para ligar para outro telefone fixo da mesma área. Basta discar o número normalmente.
A agência informa que, em regra, os números dos usuários não serão alterados. Qualquer mudança só poderá ocorrer em casos específicos e deverá ser justificada pela operadora.
Agenda de implantação
A diminuição dos custos é faseada. Ela começou em janeiro, com Bahia e Sergipe, e segue até junho. No Rio, a mudança passa a valer a partir de maio.
11 de janeiro – DDDs 71, 73, 74, 75, 77 e 79 (Bahia e Sergipe)
1º de fevereiro – DDDs 91, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98 e 99 (Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará e Roraima)
22 de fevereiro – DDDs 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88 e 89 (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte)
15 de março – DDDs 51, 53, 54 e 55 (Rio Grande do Sul)
29 de março – DDDs 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48 e 49 (Paraná e Santa Catarina)
19 de abril – DDDs 31, 32, 33, 34, 35, 37 e 38 (Minas Gerais)
10 de maio – DDDs 21, 22, 24, 27 e 28 (Rio de Janeiro e Espírito Santo)
31 de maio – DDDs 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68 e 69 (Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins)
21 de junho – DDDs 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19 (São Paulo)
