euta ainda lida com os efeitos da onda de 72 mil imigrantes que tentaram ingressar no enclave da Espanha no Norte da África.
E busca, agora, transferir para a Espanha centenas de menores de idade desacompanhados que permanecem no enclave, de acordo com lideranças locais.
Embora a maioria dos imigrantes tenha retornado desde então ao Marrocos, cerca de 1.100 menores desacompanhados que chegaram antes e depois do fluxo migratório — e que não podem ser sumariamente deportados — permanecem no enclave, segundo a administração local.
Muitos estão alojados de forma improvisada em armazéns ou dormindo nas ruas de Ceuta, que enfrenta dificuldades para abrigar todos em centros de recepção.
Cerca de 75 pessoas morreram na semana passada durante a tentativa de cruzar a fronteira que separa a África da União Europeia: uma de apenas duas fronteiras terrestres entre as regiões.
A onda de imigrantes fez lembrar a crise de refugiados que buscaram o bloco europeu entre 2015 e 2016.
Embora os governos regionais sejam obrigados a lidar com essas situações de emergência, as tensões são crescentes no campo da direita na Espanha entre o conservador Partido Popular e o Vox, de extrema direita — que, em conjunto, governam quatro regiões —, sobre se devem cumprir a lei com relação ao atendimento de imigrantes.
A liderança do Voz tem reiterado que “nem um euro” de dinheiro espanhol deve ir para os menores imigrantes.
Mesmo que as regiões os aceitem, especialistas alertam que o processo de identificação e realocação deve levar meses, exigindo entrevistas individuais, relatórios e contatos com os países de origem antes que se descarte a possibilidade de retorno dos menores para as famílias.
“Estamos clamando por ajuda e assistência”, disse à rede espanhola RTVE o chefe do governo local, Juan Jesus Vivas, nesta quarta-feira.
“É uma situação totalmente insustentável”, afirmou.
