Céu estrelado do Parque Estadual da Lagoa do Açu do Inea, no interior do Rio, impressiona cientistas internacionais
O Parque Estadual da Lagoa do Açu, no Norte Fluminense, impressionou um grupo de cientistas que visitou a unidade de conservação pelo espetáculo no céu. No último sábado, visitaram o local Scott Roberts, fundador e presidente da Explore Scientific, Fernando Fabbiani, representante da DarkSky Uruguai e do físico brasileiro e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Marcelo de Oliveira Souza — que desenvolveu uma rota mais curta para chegar ao Planeta Marte. A equipe participou de uma observação noturna na praia do Farolzinho, um dos atrativos da unidade de conservação.
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O parque trabalha para ser certificado como um Dark Sky Park (local de observação de céu escuro). Por estar localizado em uma planíce, proporciona aos observadores noturnos uma ampla visão do horizonte, o que contribui, por exemplo, para a visualização simultânea das constelações Óriun e Escorpião, uma condição rara: esses conjuntos estelares estão localizados em lados opostos no ambiente celeste. Além disso, é uma região onde a escuridão natural da noite é ainda bem preservada o que contribui para a visualização das estrelas e planetas.
A poluição luminosa é causada pelo excesso de luz artificial o que provoca uma desorientação nos animais e altera os ecossistemas, impactando no ciclo de reprodução e migração da fauna e na polinização por insetos.
— Na Praia do Farolzinho é proibido o excesso de luz artificial. O parque prevê um regramento rigoroso sobre a adequação da iluminação pública dentro de seus limites. Com uma iluminação menos poluente é possível observar planetas, constelações e estrelas, e com isso, pleitear a certificação junto a Dark Sky International – destacou o gestor do Parque Estadual da Lagoa do Açu, Samir Mansur, que é administrado pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea).
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Os cientistas que estiveram no Parque Estadual da Lagoa do Açu participaram do 18º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica realizado no Município de Campos dos Goytacazes. O evento foi promovido pelo Clube de Astronomia Louis Cruls em comemoração aos seus 30 anos de criação.
— Fiquei muito bem impressionado com a qualidade do céu noturno. Trata-se de uma região que ainda mantém baixos níveis de poluição luminosa, permitindo a observação de um céu estrelado de alto valor científico, educativo e turístico. Além disso, em ambientes costeiros como este, a preservação da escuridão natural da noite é também uma questão ambiental relevante, já que a luz artificial pode impactar significativamente a fauna e os ciclos ecológicos. O parque apresenta um potencial muito interessante para iniciativas de proteção do céu noturno e para uma certificação internacional como Dark Sky Park – disse Fernando Fabbiani.
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Constelações
A constelação de Órion é uma das mais conhecidas é visível em ambos os hemisférios. Popularmente chamada de "O Caçador" ou gigante guerreiro, ela é facilmente reconhecível pelas "Três Marias" que formam seu cinturão. Serve como guia de navegação e é referência cultural em diversas mitologias.
A constelação de Escorpião (Scorpius) é uma das 88 constelações catalogadas, figurando como uma das mais antigas e distintas do zodíaco. Ela forma um padrão claro em formato de "S" com uma "cauda" e "ferrão".
