Cervejeiro norte-americano produz bebida com caju e contesta que geração Z bebe menos

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

Um dos principais cervejeiros do mundo chega ao Rio de Janeiro para Mondial de la Bière Brasil, festival de cervejas artesanais. Garrett Oliver, 64 anos, faz parte da Brooklyn Brewery, rede em Nova York e viaja o mundo para eventos do ramo. Para a ocasião no Rio, desenvolveu Tropicália, cerveja com caju, cajá e caldo de cana. O projeto acontece entre os dias 29 de outubro e 1 de novembro, no Pier Mauá, Centro da cidade. Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente 

Essa não é a primeira vez de Garrett no Brasil – ele já veio ao país outras vezes e conhece os sabores típicos do local. A escolha de caju e cajá para a bebida não foi por acaso. “Ainda lembro indo para o hotel e comprando o caju. Eu literalmente exprimi em um copo e bebi. Eu me perguntei por que ninguém nunca me contou sobre isso”, brinca. Na opinião do cervejeiro, há uma pouca valorização dessas frutas, e, com a descoberta, decidiu adicionar o alimento na bebida. “Caju tem um gosto muito relativo. Pensei no gosto que poderia ter se a gente usasse muito dele. E é uma das frutas que as pessoas menos usam. Todo mundo ama e usa açaí, manga e maracujá”.

Ao longo das idas e vindas ao Brasil, Oliver visitou o Sul, Sudeste e Nordeste. Em cada região, constatou diferenças entre o tipo de cerveja artesanal. Em São Paulo, por exemplo, o cervejeiro vê uma influência maior da Europa, sem tantos traços brasileiros. “Na Bahia as cervejas tem uma ideia mais brasileira por trás delas. Você vê eles incorporando mais frutas locais, tradições e até itens da cultura africana. Isso é, de diversas maneiras, extremamente poderoso”, explica.

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Estudos indicam que os jovens estão diminuindo o consumo de bebidas alcoólicas.  Para Garrertt, a geração Z segue bebendo a mesma quantidade que os mais velhos. “As pessoas acham que as experiências dela é a de pessoas mais jovens. Você não está sendo convidado porque está velho. As pessoas podem achar que o mercado está baixo, mas na Cidade do México, por exemplo, se vê pequenas boates e todo mundo está bebendo, dançando”.

Oliver acredita que beber cerveja deve ser algo prazeroso e não deve demorar tanto para a pessoa aprovar o gosto, às vezes aceitar que a bebida não é do seu agrado. Entretanto, não aconselha a dizer que detesta o gosto após provar só uma vez. “Tem um momento, que você começa a se aventurar em sabores. Não que você deva, mas se você dar um whiskey para uma criança pequena, será horrível. Então sim, existe uma linha de aprender a gostar”.

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