Cerco digital: governo do Rio prevê 245 mil câmeras de vigilância até 2028

 

Fonte:


Milhares de câmeras de monitoramento já espalhadas pelo estado do Rio estão sendo integradas ao Centro Integrado de Comando e Controle, o CICC, para ampliar o chamado cerco digital proposto pelo governo do estado.

A modalidade aposta no uso de tecnologia e inteligência artificial para reforçar a vigilância das vias públicas e apoiar investigações policiais.

De acordo com uma publicação do jornal O Globo, o sistema já permite o monitoramento de mais de 32 mil câmeras em 23 municípios.

A expectativa do governo é ampliar esse número de forma expressiva nos próximos anos. A meta é chegar a mais de 245 mil equipamentos integrados até 2028.

Nesse conjunto entram tanto câmeras instaladas pelo poder público quanto dispositivos privados, como os de condomínios, comércios e empresas.

Segundo a Polícia Militar, as imagens já vêm sendo usadas na recuperação de veículos roubados. Também ajudam na localização de pessoas desaparecidas e em prisões feitas com apoio do reconhecimento facial e da leitura automatizada de placas.

Essas informações são cruzadas com bases de dados oficiais. O governo afirma que o acesso ao sistema segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados.

Esse avanço ocorre ao mesmo tempo em que o estado prepara outro projeto de monitoramento, o Programa Sentinela. A proposta, nesse caso, é instalar uma nova geração de câmeras com inteligência artificial em todo o território fluminense.

O Sentinela prevê a implantação de mais de 200 mil equipamentos e envolve investimentos bilionários. As primeiras áreas a receber as câmeras devem ser Copacabana, na Zona Sul do Rio, e o município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Enquanto o cerco digital aposta na integração das imagens que já existem, o Sentinela foca na expansão física da rede. A ideia é aumentar a capacidade de análise e reduzir o tempo de resposta das forças de segurança.

Os prazos para essa ampliação já estão definidos. A licitação do Programa Sentinela está prevista para fevereiro de 2026.

Segundo a Polícia Militar, a implantação dos novos equipamentos deve levar entre um ano e um ano e meio após a conclusão da licitação. No caso das supercâmeras da Prefeitura do Rio, hoje em fase de testes, a operação efetiva deve começar no primeiro semestre de 2026.

No horizonte mais amplo, a expectativa do governo do estado é que até 2028 o cerco digital reúna mais de 245 mil câmeras integradas em todo o Rio.