Cerca de 400 mil amanhecem sem luz no RJ após ventania; aeroportos de SP ainda enfrentam reflexos - QTU Questões do Universo

Cerca de 400 mil amanhecem sem luz no RJ após ventania; aeroportos de SP ainda enfrentam reflexos

Fonte: Bandeira da fonte

A quinta-feira amanhece com quase 400 mil pessoas ainda sem luz na Região Metropolitana do Rio após os estragos causados pela ventania da última tarde.
Há relatos de apagão há mais de 12h em todas as partes da região metropolitana, por causa da queda de objetos sobre a rede elétrica.
Nesta quarta-feira (29), duas pessoas morreram por causa da queda de um muro no bairro de Santa Teresa, região central.
Uma das vítimas foi Tássio Maia dos Santos, ex-jogador do Botafogo.
Ele estava acompanhado do amigo Vandré Cordeiro, que também morreu.
Em Angra dos Reis, um pescador desapareceu.
As equipes da prefeitura seguem trabalhando em pelo menos 60 ocorrências de queda de árvore.
Pelas ruas, é possível ver ainda muitos galhos espalhados por toda parte, estruturas como telhados e muros que foram danificadas, carros atingidos, bem como imóveis e vias ainda sem luz.
Os trens amanhecem com problemas.
Há trechos ainda fechados e dois dos ramais operam com intervalos mais extensos.

Ontem, na capital, as rajadas de vento chegaram a 105 quilômetros por hora na capital.
Agora, entre 04h e 05h, a cidade voltou a registrar ventos moderados, de 41 km/h.
Até as 22h, o Corpo de Bombeiros somava 264 ocorrências no estado.
Em entrevista à CBN, o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Tarciso Salles, confirmou que a queda do muro que matou os dois homens aconteceu por causa do vento.
Metrô e trens fecharam na hora do rush.
A volta para casa foi complicada para centenas de milhares de pessoas.
A ventania também impactou os aeroportos.
O Santos Dumont ficou fechado por pouco mais de duas horas, com nove voos desviados e sete decolagens canceladas.
No Galeão, que não chegou a fechar, seis voos precisaram desviar o pouso para outras cidades.
São Paulo
Os reflexos dos ventos fortes que atingiram São Paulo e Rio de Janeiro ainda impactam a operação aérea na manhã desta quinta-feira.
No Aeroporto de Congonhas, dois voos aparecem cancelados no painel: um com destino a Confins, em Belo Horizonte, previsto para as 6h30, e outro para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio, marcado para as 8h.
O primeiro voo do dia decolou às 6h com destino a Brasília.
Na quarta-feira, Congonhas registrou pelo menos 69 voos alterados, segundo a concessionária Aena.
Ao todo, foram 32 chegadas canceladas, 22 partidas canceladas e 15 voos desviados, afetando centenas de passageiros.
Uma das pessoas prejudicadas foi a passageira Elizabeth Bassani, que viajaria para Vitória, no Espírito Santo.
"Quando a gente chegou, estava tudo normal.
Aí, a gente teve o alerta da Defesa Civil, e aí o aeroporto começou a atrasar os voos.
E, há pouco, nós, pelo painel, a gente viu que estava cancelado.
Mas ninguém nos avisou nada."
Grande parte dos cancelamentos ocorreu na ponte aérea entre Congonhas e o Aeroporto Santos Dumont, já que o Rio de Janeiro também foi fortemente afetado pelas rajadas de vento.
A concessionária Aena orienta os passageiros com viagens programadas a verificarem a situação dos voos diretamente com as companhias aéreas antes de seguirem para o aeroporto.
Já no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, duas rotas tiveram o destino alterado.
No Estado de São Paulo as rajadas chegaram a 124 km/h e três pessoas morreram em decorrência da ventania.
Um homem de 62 anos morreu no município de Cesário Lange quando o carro em que ele estava foi esmagado por um eucalipto de grande porte.
As outras duas mortes foram registradas no litoral.
Um homem em situação de rua foi atingido por uma árvore no canal 5, em Santos; e um pescador de 50 anos morreu após o naufrágio de uma embarcação em São Sebastião.
A força do vendaval provocou a paralisia do Porto de Santos por mais de quatro horas, devido à queda de contêineres e ao deslocamento de boias no canal de navegação.
Na Grande São Paulo, o Corpo de Bombeiros recebeu dezenas de chamados para queda de árvores e cerca de 100 mil clientes ficaram sem luz.