Tempo de leitura: 3 minO CEO do Maringá FC, Clério Júnior, avaliou os números do faturamento do time com bilheteria nos 13 jogos disputados em casa no Campeonato Brasileiro da Série C e admitiu que a arrecadação ficou abaixo do que a diretoria esperava. Em entrevista ao Maringá Post neste sábado (24), o diretor atribuiu ao desempenho da equipe no Campeonato Paranaense e na primeira fase da própria Série C o fato do MFC ter tido uma média de público considerada, mesmo sendo a 3ª maior da competição em público pagante.
Com média de público pagante 4.376 torcedores ao longo da competição, o Maringá FC faturou R$ 1.484.250,00 em bilheterias no WD durante a Série C, mas gastou R$ 1.803.235,89 para cobrir as despesas das partidas, fechando a competição com um prejuízo de cerca de R$ 318 mil nas partidas disputadas no Willie Davids, conforme mostrou o Maringá Post neste sábado (24).
Clério avalia que a média foi empurrada para cima em razão dos dois últimos jogos no WD: o jogo do acesso contra o Floresta, no dia 10 de outubro e a ida da final contra a Ferroviária, no dia 17. Justamente, os dois únicos confrontos em casa que o Maringá operou com lucro.
O jogo que garantiu a vaga na Série B contra o Floresta, no dia 10 de outubro e vencido pelo tricolor por 2 a 0, registrou o maior público da temporada, o maior faturamento e a maior renda líquida. Foram 15.496 torcedores no Estádio, para um faturamento R$ 558.870,00 e um lucro de R$ 331.904,03.
No jogo de ida da final contra a Ferroviária, no dia 17 de outubro e que terminou empatado em 1 a 1, novo lucro, desta vez de R$ 272.183,01. Na finalíssima foram 11.992 torcedores no WD, que renderam um faturamento de R$ 478.635,00 em bilheteria.
“Esse ano de 2026, tivemos um impacto negativo por não termos classificado para as fases finais do Paranaense, o que tornou o resultado financeiro do campeonato deficitário e na Série c, depois de uma primeira fase também deficitária, tivemos o jogo do acesso contra o Floresta e a primeira partida da final com resultado superavitário, porém aquém imaginávamos, pois nos dois primeiros jogos da segunda fase, tivemos um publicou menor devido as fortes chuvas que ocorreram durante o período de realização das partidas”, disse o CEO.
Ainda segundo Clério, o clube projeta um aumento natural tanto na média de público quanto em arrecadação pelo fato da Série B oportunizar duelos considerados mais atrativos para o torcedor. “Essa média de público foi impulsionada pelos dois últimos jogos, o do acesso e a primeira partida da final.
Vale lembrar que durante a primeira fase tivemos jogos, onde um dos setores tiveram os portões abertos e mesmo assim a partida não registrou um publico relevante. A Série B por si só, possui jogos mais atrativos e a previsão é que tenhamos bons jogos em nossa cidade, contra equipes relevantes no cenário nacional, sendo assim existe uma projeção natural de crescimento de público para 2027.
O Maringá FC continuará oferecendo uma estrutura que oportuniza uma excelente experiência para nosso torcedor, com banheiros e espaços comuns limpos, segurança e organização de entrada e permanência nos locais, boas opções de comida e bebida, o que torna o jogo um ambiente e uma opção de lazer para a família maringaense”, avalia.
Aposta na expansão do sócio-torcedor Sem falar em números, o gestor do MFC afirmou que a diretoria também projeta um grande crescimento no quadro de sócios-torcedores para 2027.
“A expectativa é de crescimento em todas as frentes de receita envolvendo a partida, bilheteria, consumo de alimente bebidas, venda de produtos oficiais e, principalmente o sócio torcedor, naturalmente, por ser uma Série B e por toda divulgação envolvida com a competição. Temos uma expectativa de aumento significativo do nosso programa de sócio torcedor e isso interfere diretamente também na ocupação do estádio.
Ainda é difícil cravar um tamanho desse crescimento, pq existe uma série de definições que podem tornar a competição ainda mais atrativa”, finalizou Clério Júnior.
Maringa Post