CEO do Grupo Pão de Açúcar diz que operação 'segue normalmente' e não prevê demissões
O Grupo Pão de Açúcar anunciou um acordo com credores para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas por meio de um plano de recuperação extrajudicial. A medida permite à empresa negociar diretamente com parte dos credores e ganhar tempo para reorganizar as finanças.
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Em entrevista ao Jornal da CBN, o CEO do grupo, Alexandre Santoro, afirmou que a recuperação envolve apenas dívidas financeiras não operacionais e não deve afetar o funcionamento das lojas. Segundo ele, as operações seguem normalmente, sem previsão de demissões ou fechamento de unidades.
"É uma recuperação, repito, de dívidas financeiras não operacionais, e está totalmente fora desse perímetro o dia a dia do nosso negócio, ou seja, a relação com os nossos fornecedores, a relação com os próprios funcionários e a operação das lojas. Então, são assuntos completamente segregados e, por isso, a decisão de ir por uma recuperação extrajudicial, porque ela permite isolar exatamente o perímetro e a abrangência e ter tempo para fazer essas negociações. Em paralelo, a operação segue rodando normalmente."
Questionado sobre a possibilidade de cortes, Santoro afirmou que a companhia não prevê demissões. De acordo com ele, o grupo já conversa com 46% dos credores e precisa alcançar 50% mais 1 para validar o acordo. A empresa tem um prazo de até 90 dias para concluir as negociações.
"Neste momento, essa reestruturação vai implicar em demissões? Não, absolutamente não. Exatamente o oposto. Eu gosto de dar esse exemplo neste momento: eu acabei de tomar café aqui numa das nossas lojas. Se vocês forem, qualquer um dos nossos ouvintes que for a uma loja neste momento vai ver funcionando normalmente."
O executivo explicou que o problema enfrentado pela companhia resulta de um conjunto de fatores que culminaram em um desequilíbrio entre o volume de dívidas e a capacidade de geração de caixa.
"É uma consequência de uma série de fatores que aconteceram ao longo dos anos. É muito difícil precisar. Não houve um fator específico, mas uma conjunção de situações que levou a um desequilíbrio entre a dívida, as obrigações financeiras não operacionais e a capacidade de geração de caixa operacional da companhia."
Segundo o CEO, diferentes alternativas estão sendo discutidas com credores e acionistas para reequilibrar a estrutura de capital da empresa. Ele, no entanto, não confirmou a possibilidade de um aporte de R$ 700 milhões.
