CEO do grupo Fictor e ex-sócio são alvos de operação da PF contra fraudes bancárias
A Polícia Federal realiza, nesta quarta-feira (25), a Operação Fallax, que investiga um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, com prejuízo superior a R$ 500 milhões. Entre os alvos da investigação estão o empresário Rafael Góis, CEO e fundador do grupo Fictor, e o ex-sócio Luiz Phillippe Rubini.
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A Justiça expediu 21 mandados de prisão preventiva, que estão sendo cumpridos em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia. A PF já prendeu 13 pessoas, mas, até o momento, não há confirmação de mandados de prisão contra Góis e Rubini.
Góis é apontado como o principal responsável pela condução do grupo, enquanto Rubini deixou a sociedade no fim de 2024, após ter papel relevante na expansão da empresa, especialmente na prospecção de negócios e articulação institucional.
Rubini tem trajetória ligada ao mercado financeiro da Faria Lima, em São Paulo, onde participou do período de crescimento acelerado do Grupo Fictor.
Grupo Fictor anunciou compra do Master pouco antes de liquidação extrajudicial
Sede do Banco Master, em São Paulo
Renato S. Cerqueira/Ato Press/Agência O Globo
Em novembro do ano passado, o Grupo Fictor anunciou a compra do Banco Master, com aporte de R$ 3 bilhões e participação de investidores árabes, poucas horas antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição. Após o episódio, o grupo enfrentou uma crise reputacional, que levou ao pedido de recuperação judicial de empresas ligadas à holding.
A Polícia Federal também apura o possível envolvimento do grupo com o chamado "Bonde do Magrelo", apontado como um braço do Comando Vermelho que atua no interior de São Paulo em disputa com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A suspeita é que essa empresa participaria de um esquema de lavagem de dinheiro a partir de atividades ligadas ao tráfico de drogas, incluindo ações de publicidade associadas à organização criminosa, segundo apuração da GloboNews.
A Operação Fallax foi deflagrada com o objetivo de desarticular essa estrutura criminosa especializada em fraudes bancárias. Além das prisões, os agentes cumprem 43 mandados de busca e apreensão e executam medidas como a quebra de sigilos bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 empresas investigadas.
