CEO da Revolut comprou superiate que pertenceu a Vorcaro usando ChatGPT

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Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

O CEO do banco digital Revolut comprou um superiate avaliado em € 350 milhões (US$ 404 milhões) depois de descobrir quem era seu antigo proprietário por meio do ChatGPT, afirmaram seus advogados em documentos apresentados à Justiça, negando acusações de que ele teria evitado pagar milhões de libras em comissão. A embarcação pertenceu a Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master e preso sob acusação de fraude.

A empresa de corretagem de iates Cecil Wright & Partners havia processado anteriormente Nik Storonsky no Reino Unido, alegando que ele evitou pagar cerca de €17,5 milhões em comissão ao deixar a empresa de lado e comprar o iate diretamente de forma privada.

Os advogados de Storonsky negaram as acusações e acusaram a Cecil Wright de ter induzido seu family office ao erro e ocultado a identidade do proprietário anterior do iate. As negociações conduzidas pela Cecil Wright fracassaram depois que o antigo proprietário brasileiro — que não é identificado na ação judicial — foi preso em novembro de 2025 sob acusações de fraude, de acordo com documentos apresentados ao Tribunal Superior britânico.

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A Cecil Wright identificou o iate, que ainda estava em construção. A embarcação havia sido originalmente encomendada por Patrick Dovigi, empresário canadense e ex-jogador de hóquei no gelo, antes de ser vendida durante a construção a Vorcaro, em 2024. Depois da prisão do banqueiro, Dovigi recomprou o iate e posteriormente o vendeu a Storonsky, como antecipou o colunista do GLOBO Lauro Jardim.

"Pouca transparência" O processo oferece uma visão do mundo pouco transparente das negociações de iates de ultraluxo, no qual um pequeno círculo de construtores navais e intermediários organiza compras de centenas de milhões de dólares por meio de family offices, mensagens e empresas offshore.

“O Sr. Storonsky já sabia que o Sr. Dovigi era o proprietário anterior do iate, tendo descoberto isso por meio de uma pesquisa no ChatGPT com informações disponíveis publicamente”, afirmou seu advogado nos documentos de defesa que se tornaram públicos nesta semana.

Segundo os advogados do bilionário da Revolut — o homem mais rico do Reino Unido, com patrimônio estimado em cerca de US$ 20,4 bilhões, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index —, a Cecil Wright não apresentou Storonsky a Dovigi nem negociou a transação.

Pesquisa via IA Storonsky descobriu a identidade do proprietário brasileiro quando a corretora de iates o informou, três dias após a prisão, acrescentou seu advogado.

“Estamos mantendo nossa versão dos acontecimentos que levaram à compra pelo Sr. Storonsky” e “esperamos apresentar as provas no tribunal”, disse Chris Cecil-Wright, fundador da empresa de corretagem de iates, em um e-mail.

A corretora de iates havia alegado anteriormente que Storonsky e Dovigi fecharam o negócio com o objetivo de reduzir o preço do iate e evitar o pagamento da comissão.

Um porta-voz da Revolut se recusou a comentar. Representantes da Lürssen e de Dovigi não responderam aos e-mails da Bloomberg solicitando comentários.

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