CEO da Bolloré diz que a oferta do bilionário Bill Ackman pela Universal é baixa demais

CEO da Bolloré diz que a oferta do bilionário Bill Ackman pela Universal é baixa demais

 

Fonte: Bandeira



O CEO da Bolloré afirmou que a oferta do bilionário Bill Ackman pela Universal Music Group subavalia a gravadora. A UMG deveria rejeitar a oferta, disse Cyrille Bolloré, filho do bilionário francês Vincent Bolloré, durante o evento para investidores da empresa nesta quarta-feira. A Bolloré é a maior acionista da UMG e esses comentários foram os primeiros a abordar publicamente a oferta de Ackman feita em abril.

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A gestora de investimentos de Ackman, a Pershing Square Capital Management, que controla mais de 4,5% das ações da UMG, propôs combinar a gravadora com uma empresa de aquisições com capital aberto nos EUA.

Ackman estimou que a nova estrutura daria à UMG uma avaliação significativamente maior, em torno de €56 bilhões (US$ 64,8 bilhões), um aumento de 50% em relação ao seu valor atual de mercado, partindo do princípio de que uma listagem em Nova York e uma reorganização financeira melhorariam significativamente a avaliação.

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Um representante da Pershing Square afirmou que a empresa não tinha comentários a fazer neste momento sobre as declarações da Bolloré.

Para cada ação que possuem, os acionistas da UMG receberiam €5,05 em dinheiro e 0,77 ações da nova empresa listada nos EUA, segundo a proposta da Pershing Square. Ackman afirmou que as ações da nova companhia poderiam valer €32,90 cada, de acordo com suas estimativas para um múltiplo mais elevado. O negócio precisa da aprovação de acionistas que representem dois terços das ações da UMG.

Durante a reunião com os investidores, Cyrille Bolloré afirmou que o grupo tem problemas com a estrutura da oferta e com o fato de Ackman obter o controle da nova UMG sem aportar a maior parte do capital.

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Embora as partes não tenham atualizado o mercado sobre as negociações desde que Ackman tornou sua proposta pública, a UMG tomou algumas medidas para responder às preocupações do investidor em relação ao valor de mercado da empresa. A companhia informou que venderá metade de sua participação no serviço de streaming musical Spotify Technology e ampliará seu programa de recompra de ações.

Com sede nos Países Baixos, a UMG reúne músicas de alguns dos artistas mais vendidos do mundo, incluindo Taylor Swift, Kendrick Lamar, Billie Eilish e The Beatles. As ações da empresa caíram cerca de 29% nos últimos 12 meses e registravam pouca variação, cotadas a €20,06 às 11h45 em Amsterdã nesta quarta-feira, dando à companhia um valor de mercado de cerca de €36,9 bilhões.

Em março, a Universal Music abandonou os planos de abrir capital nos EUA, afirmando que a incerteza do mercado havia criado uma “distorção significativa” na avaliação da empresa. Uma das três maiores companhias musicais do mundo, ao lado da Warner Music e da Sony Music Entertainment, a UMG controla mais de 30% da receita global de música gravada.