Centro Nacional de Vacinas em BH deve iniciar operações em 2027 com infraestrutura inédita no país

 

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O Centro Nacional de Vacinas, em Belo Horizonte, deve começar a operar em 2027. O complexo científico vai integrar pesquisa, desenvolvimento e produção piloto de imunizantes em uma infraestrutura inédita no país. Com isso, pesquisadores brasileiros poderão acelerar o desenvolvimento de novos imunizantes e reduzir etapas logísticas do processo científico, como explica a reitora da UFMG, Sandra Goulart:

"O grande avanço é que a estrutura que não tem no Brasil. Ela vai permitir fazer os lotes pilotos das substâncias que serão testadas. Hoje, nós não temos nenhum lugar aqui no Brasil que possa fazer esse tipo de teste piloto e temos que mandar pro exterior. Então, esse é um grande avanço. E além disso, nós vamos poder expandir tudo que o CT vacina já faz"

A reitora afirmou, ainda, que o Centro Tecnológico se equipara a grandes instituições, como o Butantã e a Fiocruz.

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Nesta segunda-feira (16), a primeira fase da obra foi entregue. A etapa concluída corresponde a fase estrutural, com a construção de um prédio de 6 andares que vai abrigar o centro tecnológico. A obra foi apresentada para autoridades, políticos e pesquisadores, como a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a reitora da UFMG, representantes do governo federal e de instituições de pesquisa.

A expectativa é que a equipe do CT Vacinas, hoje com cerca de 80 integrantes, seja ampliada para 300 pessoas quando o complexo estiver em capacidade total de funcionamento.

A Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação — Luciana Santos disse que o complexo reduz a dependência do Brasil à tecnologia estrangeira reduzindo os custos da produção científica:

"Complexo industrial de saúde é a segunda missão da NIB, da nova indústria Brasil porque é o segundo déficit da balança comercial, vinte bilhões de dólares. Só o fator recombinante oito, por exemplo, que nós vamos fazer da Hemobrás, eles sozinho eh faz com que a gente economize um ponto bi na balança comercial. Então todo tipo de IFA de insumo farmacêutico ativo que nós somos muito dependentes né? Nos testes clínicos que a reitora já se referiu e a gente tem que mandar pro exterior tudo isso nos dá mais autonomia e nos dá soberania. Nunca foi tão importante a gente diminuir nossa dependência, nossa Vulnerabilidade"

Entre as vacinas produzidas no local está a Spintec, a primeira contra a Covid-19 e que é 100% brasileira. Conforme a UFMG, a partir de agora, o projeto entra em uma fase voltada à instalação da infraestrutura científica e tecnológica.