Centro histórico é o principal epicentro de roubos de celulares Samsung em São Paulo
O centro histórico de São Paulo registrou uma concentração de casos de roubos a celulares Samsung no ano de 2025. Dados revelados pelo Mapa do Crime, ferramenta interativa do GLOBO que traz dados sobre a criminalidade em São Paulo, mostram que regiões como a República, Praça Ragueb Chohfi e a Sé se transformaram em concentradoras de roubos de aparelhos dessa marca de smartphones.
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Endereços como o da Avenida Vieira de Carvalho e a Rua Vinte e Cinco de Março são exemplos de como a região do centro histórico tem sido um epicentro de assaltos de celulares Samsung. Ao todo, os dois locais registraram 72 ocorrências de roubo deste tipo de smartphone no ano passado. A marca sul-coreana ocupa a segunda posição entre as mais roubadas de São Paulo, perdendo apenas para os iPhones. Os roubos de Samsungs recuara de 19.778 ocorrências em 2024 para 15.275 em 2025, uma queda de 22,8%.
Entre as delegacias com mais ocorrências do tipo registradas, o diagnóstico segue o mesmo. A 1ª DP, que atende à região da Sé, está na terceira posição do ranking, com 411 casos notificados. Já entre as ruas com maiores incidências, a Avenida do Estado — importante via que liga o centro da cidade à Região do Grande ABC — e a Estrada do M'Boi Mirim são as campeãs de roubo de celulares Samsung.
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Confira o ranking completo dos roubos de Samsung (por ruas)
1º Avenida do Estado — 84 casos
2º Estrada do M'Boi Mirim — 78 casos
3º Avenida Celso Garcia — 77 casos
4º Avenida Cruzeiro do Sul — 73 casos
5º Avenida Sapopemba — 65 casos
O que é o Mapa do Crime de São Paulo?
O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial.
Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos.
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Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.
*Estagiário sob supervisão de Rafael Soares
