Censura de livros nos EUA provoca comoção nas redes
Foram pelo menos 11 mil livros banidos nos Estados Unidos em 2025: entre banimentos de escolas públicas e por governadores de estados inteiros, o país vem vivendo uma verdadeira onda de censura de livros considerados “subversivos”.
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A maioria destes trata de assuntos como racismo, homofobia e outros preconceitos. E nem a Bíblia escapou. Segundo reportagem do Deutsche Welle, livreiros afirmam que 40% dos livros banidos abordam experiências da comunidade LGBTQ+ e de pessoas não brancas.
Nas redes, brasileiros reagiram à informação fazendo referências a distopias como 1984 e Fahrenheit 451º — essa, última, em que livros não só são queimados, mas vistos pela sociedade como coisas de “loucos”.
‘Marca registrada do facismo’
Entre discussões e falas, alguns comentários se destacam: uma usuária disse no X: “Proibir livros é marca registrada do fascismo”; outra cita o presidente do país: “Mas o Trump não é ditador segundo a imprensa”.
Usuária comenta banimento de livros
Instagram
Donald Trump, na maioria dos casos, tem ação indireta: a decisão é tomada, principalmente, por governadores e distritos escolares de forma autônoma.
Usuário ri de fato de Bíblia ter sido banida
Instagram
“É muito contorcionismo para não traçar o paralelo óbvio com a Alemanha ‘39”, diz outro usuário no Instagram, fazendo refêrencia à campanha de queima de livros promovida pelo partido nazista durante o terceiro recich.
‘Leia livros banidos’
Nas redes, americanos — em maioria jovens — vêm promovendo a hashtag #LeiaLivrosBanidos (#ReadBannedBooks”), numa forma de incentivar a leitura de obras banidas que, em sua maioria, falam da experiência de minorias ou assuntos considerados “tabu” por parcelas conservadoras da sociedade americana.
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Os livros banidos vão, por exemplo, muito além da luta LBGTQ+ e contra o racismo: de acordo a pesquisa da PEN America, 48% dos títulos banidos envolvem o processo de luto e morte; outros 39% lidam com empoderamento e autoestima.
"Junte-se aos banidos"
Instagram
No Twitter, usuários compartilham imagens como a de um gato bibliotecário com os dizeres: “Bibliotecários são os generais na guerra contra a ignorância”: “Junte-se aos banidos!”, diz o perfil.
Outros explicam o argumento: “Quando um livro é proibido, isso está te contando sobre o tipo de pensamento que foi proibido, não sobre o livro”, afirma.
Usuário explica por que ler livros banidos
Reprodução/X
