Aparelhos celulares alvos de roubo ou furto que foram recuperados no âmbito da Operação Frank Mobile, em São Paulo, começam a ser devolvidos aos proprietários a partir desta segunda-feira na capital. A entrega ocorre na sede do Ministério Público, na Rua Riachuelo, no Centro, desde as 14h, após um trabalho de identificação e contato com os donos dos equipamentos. Com fuzis e roupas táticas, grupo invade casa, executa brasileira e sequestra companheiro no Paraguai Leia mais: Justiça manda soltar motorista que atropelou idoso durante ato pró-Lula em Belo Horizonte Essa operação foi realizada em setembro pelas polícias Civil, Militar e Penal, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo. Durante a ação foram cumpridos 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão, além de ocorrerem prisões em flagrante. Segundo a polícia, foram apreendidas toneladas de celulares sem comprovação de origem. A Operação Frank Mobile faz parte do programa SP Mobile, que integra informações e ações policiais para localizar celulares roubados ou furtados, recuperá-los e devolvê-los aos proprietários. Entre junho de 2025 e 23 de setembro de 2026, foram recuperados 38.028 aparelhos com registro criminal no âmbito deste programa, dos quais 11.445 já foram devolvidos às vítimas. Em 29 de setembro foi feita a restituição de aparelhos a 268 vítimas. A investigação, conduzida ao longo de dois anos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em conjunto com a área de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP), identificou as etapas dessa cadeia criminosa, que inclui revenda dos celulares. O trabalho começa com o cruzamento de informações dos boletins de ocorrência com dados das linhas telefônicas em uso. Quando a Polícia Civil identifica que um celular roubado ou furtado está sendo utilizado por outra pessoa, ela pode ser chamada para explicar como adquiriu o aparelho e apresentá-lo em uma unidade policial. A partir daí podem ocorrer, em geral, duas situações: uma delas é a pessoa que adquiriu o celular não saber de sua origem criminosa, levando à análise do caso para que o aparelho seja devolvido ao proprietário. Outro ponto é quando há indícios de que a pessoa sabia da procedência ilegal, o que leva a polícia a aprofundar a investigação para apurar a possível responsabilidade. A Polícia Civil pode realizar buscas para localizar o celular e apurar os fatos quando a notificação não é atendida. Após a recuperação, as equipes identificam o proprietário e organizam a devolução.
Celulares roubados ou furtados começam a ser devolvidos em São Paulo; programa recuperou mais de 38 mil aparelhos em 15 meses
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O Globo
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