Celular seguro em 2026: como as marcas protegem você de golpes e furtos
Com o avanço dos golpes digitais, dos trojans bancários e dos roubos de smartphone nas ruas, os recursos de segurança passam a ter peso maior na escolha de um celular em 2026. O motivo é simples: o aparelho concentra senhas, contas bancárias, documentos, fotos, conversas e outras informações pessoais que podem ser usadas em fraudes quando caem nas mãos erradas. Por isso, Apple e Samsung vêm reforçando ferramentas nativas para proteger dados, bloquear acessos indevidos e reduzir prejuízos em caso de furto, roubo ou tentativa de golpe.
As duas marcas estão entre as principais referências em segurança mobile, mas seguem caminhos diferentes: a Apple aposta em um ecossistema mais fechado e integrado ao iOS, enquanto a Samsung combina recursos próprios de proteção com a flexibilidade do Android e ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA). Nas linhas a seguir, o TechTudo explica quais são os principais riscos para quem usa celular em 2026 e como as proteções nativas das duas fabricantes podem ajudar contra golpes, phishing, acessos não autorizados e exposição de dados.
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O que as marcas fazem para deixar seu celular seguro? Na imagem, Galaxy S26 Ultra e iPhone 16 Pro
Arte/TechTudo
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Celular seguro em 2026: o que as marcas fazem para te proteger de golpes
Nesta matéria, o TechTudo mostra como os celulares mais recentes tentam proteger seus dados contra roubo, golpes, phishing e acessos indevidos. Veja os tópicos abordados:
O cenário de segurança mobile em 2026
Segurança na rua: o que podem fazer ao levar seu celular?
Samsung Galaxy S26: Knox, IA e proteção contra roubo
iPhone: recursos nativos de segurança da Apple
O que ativar no celular para aumentar a proteção
iPhone vs Samsung Galaxy: qual celular é seguro?
O cenário de segurança mobile em 2026
Usar o celular em 2026 exige mais atenção do que apenas escolher uma boa senha. Com golpes digitais mais sofisticados, ataques com uso de inteligência artificial e crescimento de ameaças financeiras, o smartphone se tornou um dos principais alvos dos criminosos. O motivo é simples: o aparelho reúne contas bancárias, senhas, documentos, mensagens, fotos, códigos de autenticação e informações de localização.
Dados da Kaspersky ajudam a dimensionar esse problema. No primeiro trimestre de 2026, a empresa afirma ter evitado mais de 2,67 milhões de ataques com software malicioso, publicitário ou indesejado contra dispositivos móveis. No mesmo período, os trojans bancários foram a ameaça mais comum entre os malwares para celular, representando 52,96% dos aplicativos maliciosos detectados. A companhia também identificou mais de 306 mil pacotes de instalação maliciosos, dos quais 162.275 eram trojans bancários para dispositivos móveis.
Esse tipo de ameaça preocupa porque costuma mirar justamente aplicativos financeiros, senhas e códigos usados para confirmar acessos. Em muitos casos, o golpe começa fora do aplicativo do banco. Uma mensagem falsa, uma ligação suspeita, um link recebido por SMS ou um app baixado fora de uma loja confiável podem induzir o usuário a conceder permissões, informar credenciais ou abrir espaço para que criminosos acessem recursos do aparelho.
Trojans bancários foram a ameaça mais comum entre os malwares para celular em 2026
Reprodução/Shutterstock
O cenário de segurança pública também preocupa donos de smartphones. Em São Paulo, dados do Mapa do Crime, ferramenta do jornal O Globo, mostram que a capital registrou 50.692 roubos de celulares em 2025. Entre os aparelhos da Apple, foram 21.320 ocorrências, número 1,8% menor que o de 2024. Já os roubos de celulares Samsung caíram de 19.778 para 15.275 registros, enquanto os da Motorola recuaram de 12.198 para 9.042 no mesmo intervalo.
Os números ajudam a mostrar o tamanho do problema, mas não indicam, sozinhos, que uma marca seja mais ou menos segura. A quantidade de roubos também pode refletir fatores como preço, popularidade, demanda no mercado paralelo e interesse em peças ou revenda. Ainda assim, os dados reforçam por que as fabricantes vêm investindo em bloqueios, autenticação biométrica, localização remota e proteções contra alterações sensíveis no aparelho.
Para o Gerente Sênior de Produto de Mobile Experience da Samsung Brasil, Renato Citrini, um dos principais erros dos usuários é acreditar que um problema de segurança nunca vai acontecer com eles.
“Muitas pessoas ainda subestimam riscos como tentativas de phishing, aplicativos de origem desconhecida ou o compartilhamento excessivo de informações pessoais. A segurança mobile evoluiu significativamente nos últimos anos, mas os ataques também se tornaram mais sofisticados. Por isso, manter o dispositivo atualizado e adotar uma postura mais cuidadosa no ambiente digital é tão importante quanto contar com recursos avançados de proteção”, afirmou em entrevista ao TechTudo.
Segurança na rua: o que podem fazer ao levar seu celular?
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o país registra cerca de dois celulares roubados ou furtados por minuto. Em 2024, foram 917.748 aparelhos levados, com a maioria dos casos em vias públicas. O número ajuda a explicar por que muitos usuários evitam usar o smartphone enquanto caminham, esperam transporte ou circulam por locais movimentados.
O problema é que, a partir de um aparelho desbloqueado, o criminoso pode tentar abrir apps financeiros, acessar o e-mail usado para recuperar contas, trocar senhas, visualizar códigos recebidos por SMS e se passar pela vítima em aplicativos de mensagem. Também há risco de golpes contra amigos e familiares, já que a conta da pessoa pode ser usada para pedir dinheiro ou solicitar dados com aparência mais convincente.
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Roubo de celular pode expor apps de banco, mensagens, contas pessoais e códigos de autenticação
Reprodução/Freepik
Para reduzir esse tipo de dano, Apple e Samsung passaram a investir em recursos que exigem autenticação biométrica, bloqueiam mudanças sensíveis e dificultam o acesso aos dados depois do roubo. No iPhone, a Proteção de Dispositivo Roubado exige Face ID ou Touch ID para alterações importantes e pode aplicar um atraso de segurança quando o celular está longe de locais conhecidos. Nos celulares Galaxy, a Proteção Contra Roubo reúne funções como bloqueio por detecção de movimento suspeito, bloqueio quando o aparelho fica offline por muito tempo e bloqueio remoto pelo número de telefone.
Por fim, também vale ativar localização remota, apagamento a distância e ocultar o conteúdo das notificações na tela bloqueada. Essas medidas não impedem o roubo, mas dificultam que o criminoso use o aparelho para acessar contas, trocar senhas ou visualizar informações sensíveis. Quanto antes essas proteções forem configuradas, menor tende a ser o risco em caso de perda, furto ou assalto.
Samsung Galaxy S26: Knox, IA e proteção contra roubo
Na linha Galaxy S26, a Samsung combina recursos de hardware, software e inteligência artificial para proteger dados contra golpes, roubo e acessos indevidos. A base dessa estratégia é o Samsung Knox, plataforma de segurança presente nos celulares Galaxy que atua desde a inicialização do aparelho para verificar a integridade do sistema e proteger informações sensíveis. Assim, o Knox funciona como uma camada extra para credenciais de login, documentos, dados pessoais e informações usadas por recursos de IA.
Segundo Citrini, a plataforma atua “de forma contínua e preventiva”, protegendo o dispositivo desde o momento em que ele é ligado. "Ela oferece uma segurança em múltiplas camadas com uma barreira robusta contra invasões e ataques externos, além de proteção no nível do hardware com um módulo de segurança embutido no chip do dispositivo. O sistema também permite a criação de áreas seguras, separando dados pessoais e profissionais, e proporciona uma navegação mais segura mesmo em redes Wi-Fi públicas", explica.
A inteligência artificial aparece em recursos como Now Brief, Bixby e Circule para Pesquisar, que podem lidar com informações do usuário para entregar respostas e sugestões mais personalizadas. A proposta da Samsung é que essas interações aconteçam com apoio do Knox, reduzindo o risco de exposição de dados durante o uso das ferramentas inteligentes.
Além da segurança do Samsung Knox, Galaxy S26 Ultra tem tela de privacidade
Ana Letícia Loubak/TechTudo
Como já abordamos no tópico anterior, outro destaque é a Proteção Contra Roubo, voltada para situações em que o celular é levado desbloqueado ou fica fora do controle do dono. A função inclui bloqueio por detecção de movimento suspeito, bloqueio quando o aparelho fica offline por muito tempo e bloqueio remoto pelo número de telefone. Segundo Citrini, esses recursos “respondem de forma automática e inteligente a atividades suspeitas”, ajudando a manter os dados pessoais sob controle em momentos críticos.
A linha Galaxy S26 também traz ferramentas para golpes por ligação e privacidade no uso diário. O Filtro de Chamadas usa IA para identificar ligações suspeitas e pode fazer o Assistente de Chamada atender, perguntar quem está ligando e transcrever a resposta na tela. Já os Alertas de Privacidade avisam quando aplicativos acessam dados sensíveis, como câmera, microfone, localização, contatos e registros de chamadas.
Vale ainda ressaltar que, no caso do Galaxy S26 Ultra, a Tela de Privacidade adiciona uma camada física de proteção. Isso porque o recurso limita a visualização lateral da tela, o que pode ajudar ao digitar senhas, abrir apps de banco ou ler mensagens em transporte público, filas e outros locais movimentados. Nos testes do TechTudo, a função manteve o conteúdo nítido para quem olha de frente, mas dificultou bastante a visão de pessoas ao lado.
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iPhone: recursos nativos de segurança da Apple
No iPhone com iOS 18 em diante, a Apple segue uma estratégia diferente da Samsung. Em vez de destacar uma plataforma única como o Knox, a empresa aposta na integração entre hardware, iOS, App Store, iCloud, Face ID, Buscar e Conta Apple. A proposta é reduzir brechas para golpes, limitar o acesso de aplicativos a dados sensíveis e dificultar mudanças críticas quando o aparelho cai nas mãos de outra pessoa.
Um dos recursos mais importantes para casos de roubo é a Proteção de Dispositivo Roubado. A função foi criada para situações em que alguém leva o iPhone desbloqueado ou descobre o código de acesso da vítima. Quando ativada, ela exige Face ID para ações sensíveis, como acessar senhas salvas, alterar dados da Conta Apple ou mudar configurações importantes. Em alguns casos, o sistema também aplica um atraso de segurança antes de liberar alterações críticas, o que dá mais tempo para o dono bloquear o aparelho pelo Buscar.
Além disso, o Buscar funciona como outra camada essencial de proteção. Pelo app ou pela web, o usuário pode localizar o iPhone, marcar o aparelho como perdido, exibir uma mensagem na tela ou apagar os dados remotamente. A rede Buscar também pode ajudar a encontrar o aparelho mesmo quando ele está sem conexão Wi-Fi ou celular, desde que o recurso esteja configurado antes da perda ou do roubo.
Face ID é o recurso de reconhecimento facial do iPhone
Reprodução/FreePik
A Apple também oferece ferramentas voltadas para privacidade e golpes online. A Transparência no Rastreamento de Apps permite escolher quais aplicativos podem acompanhar a atividade do usuário em apps e sites de outras empresas. Já as Chaves de Acesso, também chamadas de passkeys, reduzem a dependência de senhas tradicionais ao permitir login com Face ID ou código do aparelho em serviços compatíveis. Com isso, fica mais difícil cair em páginas falsas criadas para roubar credenciais.
Por fim, outro recurso é o Modo de Bloqueio, mas ele não é voltado para todos os usuários no dia a dia. A função foi criada para pessoas com maior risco de ataques digitais sofisticados, como jornalistas, ativistas, políticos, executivos ou usuários em situação de ameaça. Quando ativado, o recurso restringe algumas funções do iPhone, como certos anexos de mensagens, chamadas e conexões com acessórios, para reduzir possíveis caminhos de ataque.
O que ativar no celular para aumentar a proteção
Por mais avançados que sejam, os recursos de segurança só ajudam de verdade quando estão configurados antes de o problema acontecer. Por isso, além de escolher um celular com boas ferramentas nativas, o usuário deve revisar as configurações do aparelho, ativar bloqueios extras e reduzir permissões desnecessárias. A depender do modelo e da versão do sistema, alguns nomes podem variar, mas os caminhos costumam ficar nas áreas de segurança, privacidade e conta do aparelho.
O primeiro passo é usar bloqueio de tela com senha forte e biometria. No iPhone, o caminho fica em "Ajustes" > "Face ID e Código" ou "Touch ID e Código", onde é possível cadastrar o rosto ou a digital e alterar o código de desbloqueio.
Também vale entrar em "Ajustes" > "Tela e Brilho" > "Bloqueio" Automático” e escolher um tempo curto para que a tela trave rapidamente quando o celular não estiver em uso. Nos celulares Galaxy, a configuração costuma ficar em "Configurações" > "Tela de bloqueio e AOD" e "Configurações" > "Segurança e privacidade", onde o usuário pode ativar senha, PIN, impressão digital ou reconhecimento facial.
Para casos de roubo ou perda, é essencial ativar localização e bloqueio remoto. No iPhone, o usuário deve acessar "Ajustes" > "[seu nome]" > "Buscar" > "Buscar iPhone" e ligar o recurso. Também é recomendável ativar a rede do app Buscar e o envio da última localização, opções que ajudam a encontrar o aparelho em mais situações.
A Proteção de Dispositivo Roubado fica em "Ajustes" > "Face ID e Código" > "Proteção de Dispositivo Roubado". Nos celulares Galaxy, os recursos de localização podem ser conferidos em "Configurações" > "Localização", enquanto as opções de proteção contra roubo e bloqueio remoto aparecem na área de "Segurança e privacidade", a depender da versão da One UI.
Ao ativar a Proteção de Dispositivo Roubado, você adiciona uma camada extra de proteção ao seu iPhone
Reprodução/Mariana Tralback
Também é importante proteger as contas vinculadas ao aparelho. Na Conta Apple, a autenticação de dois fatores pode ser ativada em "Ajustes" > “[seu nome]" > "Início de Sessão e Segurança". No Android, o caminho passa pela conta Google, em "Configurações" > "Google" > "Gerenciar sua Conta do Google" > "Segurança". Sempre que possível, o usuário também pode usar Chaves de Acesso em serviços compatíveis, já que elas permitem confirmar o login com biometria ou código do aparelho, reduzindo a dependência de senhas tradicionais.
Por fim, vale revisar as permissões dos aplicativos. No iPhone, o caminho fica em "Ajustes" > "Privacidade e Segurança", com opções para câmera, microfone, localização, contatos e fotos. Nos celulares Galaxy, o usuário pode acessar "Configurações" > "Segurança e privacidade" > "Privacidade" > "Gerenciar permissões" para ver quais apps usam câmera, microfone, localização e outros dados. Se um aplicativo não precisa de determinado acesso para funcionar, a recomendação é remover a permissão. Para localização, o mais seguro costuma ser permitir o uso apenas enquanto o app estiver aberto.
Nenhuma configuração, porém, substitui a atenção do usuário. Links enviados por SMS, promoções falsas, ligações de supostos bancos, aplicativos desconhecidos e pedidos urgentes de dinheiro continuam entre os caminhos mais usados em golpes. Na dúvida, o ideal é não clicar, não informar senhas e procurar o canal oficial da empresa ou instituição antes de tomar qualquer ação.
iPhone vs Samsung Galaxy: qual celular é seguro?
A escolha entre iPhone e Samsung não deve partir da ideia de que uma marca é segura e a outra não. As duas estão entre as principais referências em proteção mobile, mas seguem caminhos diferentes. A Apple aposta em um ecossistema mais fechado, com integração entre iPhone, iOS, Conta Apple, Face ID, iCloud, Buscar e App Store. A Samsung combina a flexibilidade do Android com camadas próprias de segurança, como Knox, Galaxy AI, Proteção Contra Roubo, Alertas de Privacidade e recursos exclusivos da linha Galaxy S26.
O iPhone tende a fazer mais sentido para quem já usa produtos da Apple e quer uma experiência mais integrada entre celular, relógio, fone, tablet, computador e nuvem. Recursos como Proteção de Dispositivo Roubado, Chaves de Acesso, Buscar e controles de privacidade funcionam de forma bem amarrada ao sistema. Também é uma opção mais simples para quem prefere menos ajustes manuais e atualizações distribuídas diretamente pela fabricante.
iPhone e celulares Galaxy seguem estratégias diferentes de segurança, mas ambos oferecem recursos nativos para proteger dados, contas e o aparelho em caso de roubo ou golpe
Arte/TechTudo
A Samsung pode ser mais interessante para quem prefere Android, usa serviços do Google e quer mais liberdade de personalização. Na linha Galaxy S26, a marca destaca recursos como Knox, Galaxy AI, Filtro de Chamadas, Proteção Contra Roubo e Alertas de Privacidade. No Galaxy S26 Ultra, a Tela de Privacidade ainda adiciona uma proteção extra contra olhares laterais, algo inédito no setor mobile e muito útil para quem usa o celular em transporte público, filas ou outros locais movimentados.
A decisão, portanto, depende do perfil do usuário e do ecossistema que ele já usa. Mais do que escolher uma marca, porém, o principal é usar os recursos disponíveis. Um celular caro e moderno continua vulnerável se estiver desatualizado, sem bloqueio de tela, com notificações sensíveis expostas ou permissões liberadas para aplicativos desconhecidos. Ativar proteções contra roubo, autenticação em dois fatores, localização remota e bloqueio biométrico pode reduzir bastante os danos em caso de golpe, perda ou assalto.
Com informações de TechTudo, securelist, Cultura, O Globo, Apple, NYTimes, Samsung (1, 2), sammobile, kaspersky, Efani e Vertu
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