Celso Amorim diz que EUA não podem contestar vitória de Lula: “Não somos colônia”

Celso Amorim diz que EUA não podem contestar vitória de Lula: “Não somos colônia” - Foto
Fonte da notícia: Cafezinho Cafezinho

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (26) que os Estados Unidos não podem se opor ao resultado das eleições brasileiras, que reelegeram Lula (PT) no segundo turno, no domingo (25). A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo.

“Os EUA não podem se opor ao resultado eleitoral”, disse Amorim. Questionado sobre o silêncio do presidente americano, Donald Trump, que até o momento não havia se manifestado sobre a vitória de Lula, o assessor afirmou: “Não existe isso de reconhecimento de governo”.

Segundo ele, a ausência de manifestação em contrário “não preocupa”. Sobre as relações bilaterais, Amorim disse que o Brasil “é um país independente” e que terá boas relações com os Estados Unidos, mas que isso “depende também do que eles fizerem”.

E completou: “Não somos colônia”. O assessor classificou o país como uma “fortaleza da democracia progressista da América Latina”.

As tensões entre Brasília e Washington incluem sanções americanas contra autoridades brasileiras e tarifas comerciais. Durante a campanha, Trump demonstrou simpatia por Flávio Bolsonaro (PL) e classificou como “grande vitória” o desempenho do candidato no primeiro turno, em 4 de outubro, mas não declarou apoio explícito a nenhum dos candidatos.

Parlamentares democratas dos Estados Unidos cobraram garantias de que Washington respeitaria o resultado. O Departamento de Estado americano disse apoiar eleições livres e justas, mas não se comprometeu expressamente a respeitar o resultado.

Outros chefes de Estado parabenizaram Lula, inclusive líderes de direita: o chileno José Antonio Kast, em telefonema, o boliviano Rodrigo Paz, o paraguaio Santiago Peña e o panamenho José Raúl Mulino. Também se manifestaram o russo Vladimir Putin, o francês Emmanuel Macron, o espanhol Pedro Sánchez, o indiano Narendra Modi e representantes da China.

O argentino Javier Milei ainda não havia se pronunciado até a publicação da reportagem. Segundo os dados divulgados, Lula recebeu 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos.

Publicação Original Cafezinho ocafezinho.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →