Catar prende mais de 300 pessoas por divulgar vídeos e rumores ‘enganosos’ sobre ataques do Irã
As autoridades do Catar prenderam mais de 300 pessoas de diferentes nacionalidades acusadas de compartilhar vídeos e divulgar informações consideradas enganosas sobre os ataques do Irã contra o território do país. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo Ministério do Interior catariano.
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Segundo comunicado oficial, os detidos “gravaram e difundiram vídeos e publicaram informações enganosas e rumores que podem agitar a opinião pública”. As prisões foram conduzidas pela Direção-Geral de Investigação Criminal, por meio do Departamento de Prevenção a Crimes Econômicos e Cibernéticos, que investiga o uso indevido das redes sociais.
De acordo com as autoridades, 313 pessoas foram detidas durante a operação. O governo afirmou que tomou as medidas legais e administrativas necessárias contra os suspeitos e reforçou que continuará monitorando a circulação de conteúdos nas plataformas digitais.
O Ministério do Interior também alertou a população para evitar gravar ou publicar vídeos relacionados aos acontecimentos recentes, além de pedir que as pessoas busquem informações apenas em fontes oficiais.
— As autoridades competentes não hesitarão em tomar as medidas legais necessárias contra qualquer pessoa que cometa essas violações — afirmou o ministério.
O Catar, que abriga uma importante base militar dos Estados Unidos, passou a ser alvo de ataques do Irã após a escalada do conflito no Oriente Médio. A ofensiva iraniana ocorre no contexto da guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando forças de Israel e dos Estados Unidos lançaram ataques contra a República Islâmica.
