Castro vai a Brasília defender secretário para o governo tampão em encontro com presidente do PL fluminense

 

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, esteve com o deputado federal e atual presidente do PL no estado, Altineu Cortes, na sede nacional da sigla em Brasília na terça-feira. No encontro, as lideranças fluminenses do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro debateram a sucessão do chefe do Executivo estadual, que deve deixar o Palácio Guanabara em abril para disputar o Senado.

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Há um impasse na sigla sobre o nome do PL que disputará o mandato-tampão por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Enquanto Castro defende o secretário da Casa Civil fluminense, Nicola Miccione, parlamentares do partido preferem que o deputado estadual Douglas Ruas seja o representante. Uma decisão será tomada em reunião com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, prevista para após o carnaval.

O argumento para que Ruas dispute o mandato-tampão é o de que o deputado seria mais competitivo contra o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), no pleito de outubro, caso já ocupasse a cadeira de governador. Nesse caso, Ruas iria às urnas pela reeleição ao Guanabara.

Já Nicola é visto por Castro como um homem de confiança, sem ambições políticas, que poderia ter o apoio de mais legendas. Também pesa a favor o entendimento de que ele ficará no governo até o fim, uma vez que não será candidato em outubro. Como antecipou a colunista do GLOBO Malu Gaspar, o governador já iniciou a campanha por Miccione nos bastidores. O secretário se filiou ao PL em dezembro.

O pleito indireto ocorreria pelo fato de o Rio estar desde maio do ano passado sem um vice-governador, após Thiago Pampolha optar por renunciar o cargo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Já o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar — que seria o segundo na sucessão — foi preso neste mês pela Polícia Federal (PF). Ele é suspeito de vazar dados sobre uma operação dos agentes contra o deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.

Bacellar foi posteriormente solto, mas permanece afastado do cargo enquanto durarem as investigações e teve o uso de tornozeleira eletrônica determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados de Castro entendem que o novo presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), não poderia assumir o governo por ser interino.

A legislação do Rio determina que, caso a posição de governador fique vaga a partir da segunda metade do mandato, o governo é assumido pelo presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto de Castro. Ele teria, então, trinta dias para realizar a eleição indireta na Alerj para definir quem ocupará o cargo até a posse do próximo governador.

A possível escolha de Miccione também beneficiaria Paes que deve é pré-candidato ao Guanabara ano e enfrentaria um concorrente direto sem comando da máquina. Neste cenário, Paes ganharia fôlego para tentar ampliar apoios em regiões com maior fragilidade eleitoral, como na Baixada Fluminense e no interior do estado.