Castro é alvo da segunda operação em menos de um mês; ex-governador deixou cargo em março
A Polícia Federal tem como alvo em uma operação nesta terça-feira (26) o ex-governador Cláudio Castro no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master. Agentes cumprem mandado de busca e apreensão na casa de Cláudio Castro, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
A princípio, não há mandado de prisão contra Castro..
Esta é a segunda vez no mês que Cláudio Castro é alvo de busca e apreensão da Polícia Federal. No início de maio, o ex-governador já havia sido alvo de outra operação relacionada à investigação sobre a refinaria Refit.
Nessa outra ação, Castro teve o celular e um Ipad apreendidos.
Cláudio Castro deixou o cargo em 23 de março deste ano. Seria seu último ano como governador de toda forma, já que cumpriu dois mandados. Ele pretende disputar um cargo no Senado Federal.
Na época, ao todo, agentes federais cumpriram 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Também foram alvos da operação o empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. Pasqual e Saad foram exoneradas pelo governador em exercício Ricardo Couto no mês passado, numa troca administrativa dos cargos de confiança.
Entenda mais da operação envolvendo o Banco Master
Sede do Rioprevidência
Divulgação
A apuração mira investimentos feitos pelo Rioprevidência e pela Cedae durante a gestão do ex-governador.
O Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. O valor foi totalmente perdido e não poderá ser recuperado. O fundo é responsável pela administração das aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores estaduais do Rio de Janeiro. Já a Cedae teria realizado aportes superiores a R$ 200 milhões.
Os aportes foram feitos mesmo diante de recomendações do Tribunal de Contas do Estado para que os investimentos no Banco Master não fossem realizados.
Segundo a Polícia Federal, a investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes considerados suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de um banco privado, que somaram cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024.
Nesta nova fase, a PF apura ainda aplicações de R$ 2,01 bilhões feitas a partir de julho de 2024 em fundos de investimento ligados ao mesmo banco. Somadas, as operações chegam a cerca de R$ 3 bilhões transferidos pelo Rioprevidência.
O advogado de Cláudio Castro confirmou à CBN que está a caminho da residência do ex-governador para acompanhar a ação da Polícia Federal. Até o momento, não ouve manifestação da defesa de Castro.
