Caso Yasmim: Mãe de vítima acompanha julgamento de Lucas e diz esperar que Justiça seja feita - QTU Questões do Universo

Caso Yasmim: Mãe de vítima acompanha julgamento de Lucas e diz esperar que Justiça seja feita

Fonte: Bandeira da fonte

Cinco anos após o crime que tirou a vida de Yasmin Fontes Cavalero de Macedo, a mãe da jovem acompanha nesta terça-feira (25) o julgamento de Lucas Magalhães, acusado pela morte da influencer.
Na primeira fileira do tribunal, ao lado de familiares, Eliene Fontes usa uma camisa com a foto da filha e afirma que o momento é marcado por nervosismo e expectativa pelo resultado.

“Esse é um momento tenso.
Que deixa a gente nervosa, que nos deixa pensativa.
Não sabemos o que vai acontecer.
A gente espera pelo melhor, mas também está preparada para o pior”, afirmou.

Segundo a mãe de Yasmin, foram quatro anos e oito meses de espera e luta até a realização do julgamento.
Ela conta que a família acompanhou cada etapa do processo e comemorou as decisões que mantiveram o caso avançando para o Tribunal do Júri.

“Nós vivemos esses anos lutando para isso, festejando cada recurso negado.
E o que esperamos é justiça.
A gente espera que a justiça venha.
Que o que tanto almejamos aconteça”, declarou Eliene Fontes.

Eliene Fontes usa uma camisa com a foto da filha e afirma que o momento é marcado por nervosismo e expectativa pelo resultado.
(Foto: Ivan Duarte / O Liberal)

Para ela, estar novamente diante de Lucas não representa um momento de alívio ou satisfação.
Eliene Fontes afirma que gostaria de estar vivendo a rotina normalmente e que preferia não precisar reencontrar o acusado pela morte da filha.

“Não é um sentimento bom, não era o que eu queria que acontecesse.
Eu queria estar vivendo a minha vida com a minha filha.
Eu queria, se eu pudesse voltar o tempo, não deixaria a Yasmim mudar de academia para não conhecê-lo.
Eu queria ter a Yasmin de volta e ver o Lucas não é uma coisa que me faz bem”, disse.

A mãe também revelou que, durante os anos de espera pelo julgamento, evitou locais onde poderia encontrar o réu.
“Eu pedi, nesses quatro anos e oito meses, que não encontrasse ele.
Eu evitei ao máximo andar nos locais que ele anda, andar em Salinas, porque eu sempre dizia que eu não responderia pelos meus atos”, afirmou.

Agora, diante do julgamento, ela diz que espera apenas que a decisão do Tribunal do Júri corresponda ao que a família considera justo.
“O que a gente espera é justiça”, finalizou Eliene Fontes.

Julgamento

O julgamento de Lucas Magalhães de Souza começou na manhã desta terça-feira (25), no Fórum Criminal de Belém.
Dono da embarcação em que a jovem esteve antes de desaparecer no rio, Lucas responde pelos crimes de homicídio com dolo eventual, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo.
O caso é julgado pelo Tribunal do Júri.

O julgamento é realizado no plenário Elzaman Bittencourt, na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém, e é presidido pelo juiz Homero Lamarão Neto.
A acusação é conduzida pelo promotor de Justiça Edson Augusto Cardoso de Souza, enquanto a defesa de Lucas é feita pelo advogado Francelino da Silva Pinto Neto.