Caso Thais Medeiros: tudo o que se sabe sobre a jovem que teve reação alérgica após cheirar pimenta e voltou a deixar a UTI em Goiás
A jovem Thais Medeiros, que ficou conhecida nacionalmente após sofrer uma reação alérgica ao cheirar uma conserva de pimenta em 2023, voltou a ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Goiânia, no início deste mês. A informação foi divulgada pela família nas redes sociais, quase três anos após o episódio que deixou sequelas neurológicas irreversíveis na paciente.
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Segundo Sérgio Alves, padrasto de Thais, a internação ocorreu após a jovem apresentar piora no estado de saúde depois de sete meses recebendo cuidados em casa. "Já tinha alguns dias que a Thais não estava muito bem. Ela está na UTI, sob observação e aguardando os resultados dos exames para os próximos procedimentos", afirmou. Em outro trecho da publicação, ele disse que a jovem estava recebendo atendimento adequado. "A Thais se encontra internada, está na UTI, mas ela tá bem".
Dias depois, em 14 de maio, a mãe da jovem anunciou nas redes sociais que Thais havia deixado a UTI. A família não detalhou o quadro clínico atualizado, mas informou que ela seguia sob cuidados médicos após a melhora.
Assista:
Reação alérgica provocou lesões irreversíveis
O caso aconteceu em fevereiro de 2023, em Anápolis (GO), enquanto Thais almoçava na casa do namorado. Segundo relatos da família, ela cheirou uma conserva de pimenta-bode (Capsicum chinense) e, pouco depois, começou a passar mal. Asmática, a jovem teve falta de ar e precisou ser levada às pressas para um hospital.
Durante o atendimento médico, Thais chegou a ser reanimada. Ela perdeu respostas neurológicas, precisou de ventilação mecânica e ficou cerca de 20 dias internada na UTI. Posteriormente, recebeu diagnóstico de edema cerebral, com lesões consideradas irreversíveis.
Especialistas ouvidos à época apontaram hipóteses para explicar a gravidade da reação. O neurocirurgião Fernando Gomes, professor livre-docente do Hospital das Clínicas da USP, afirmou à CNN que Thais pode ter sofrido uma reação cruzada, quando o sistema imunológico responde de forma intensa a substâncias com componentes semelhantes. Outra possibilidade levantada foi a ocorrência de um choque anafilático, considerado a forma mais grave de reação alérgica.
— O antecedente de asma da jovem já mostra que ela tem uma predisposição a processos inflamatórios, autoimunes e até mesmo imunoalérgicos, o que pode configurar um fator de risco a mais nessa situação — explicou o especialista à CNN.
