Caso Pedro Turra: agressão não teria sido motivada por chiclete, diz defesa da vítima
O juiz Wagno de Souza, da 2ª Vara Criminal de Taguatinga, determinou o sigilo do processo que investiga a agressão cometida pelo piloto Pedro Turra, de 19 anos, contra um adolescente de 16 anos. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5) e, segundo a Justiça, por envolver menores de idade em pontos cruciais da apuração.
As investigações, agora, incluem novas informações que podem apontar uma motivação diferente para o crime. Segundo o advogado da vítima, Albert Halex, afirma que a agressão que deixou Rodrigo em coma após o ataque em Vicente Pires não teria começado por causa de um chiclete, como se apontava no início, mas sim em razão de uma emboscada premeditada, supostamente motivada por ciúmes envolvendo a ex-namorada de outro jovem que estaria com Pedro Turra naquela noite.
De acordo com Halex, mensagens encontradas em celulares apreendidos pela polícia indicam que Pedro Turra já teria ido até o local com a intenção de agredir o adolescente. O advogado afirma que, em uma mensagem, o piloto teria chamado amigos para “quebrar a cara” do jovem. Ainda segundo a defesa, a versão do chiclete teria sido combinada entre testemunhas para minimizar a gravidade do episódio.
“Vem de mensagens telefônicas a questão de combinar no grupo para irem à festa para a agressão. Não fala o nome do Rodrigo, mas foi o Rodrigo. Então, já se subentende que falaram em agredir, chegaram à festa e agrediram. (…) E temos uma prova cabal no celular — o celular que foi apreendido, agora eu não sei de quem — falando o Turra: ‘vamos lá quebrar a cara dele’. E aí, depois buscou os outros dois elementos e foi"
O advogado de Pedro Turra, Daniel J Kaefer, considerou esta versão uma narrativa absurda. Ele também informou que entrou com pedido de investigação após o vazamento de uma foto do piloto dentro do sistema prisional.
A Secretaria de Administração Penitenciária do DF informou que já foi aberta uma investigação para apurar o caso.
O adolescente Rodrigo segue internado em estado gravíssimo. Segundo o advogado da família, os médicos chegaram a reduzir a sedação para observar alguma reação, e o adolescente teria reagido, mexendo a mão e os dedos. Nesta semana, o garoto também passou por uma traqueostomia para facilitar a respiração.
