Caso Master: Renan diz que comissão do Senado vai pedir acesso a documentos sigilosos
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira que o Senado vai pedir acesso a documentos sigilosos sobre as fraudes ligadas ao Banco Master. A ideia é entender como o esquema funcionava e quem pode ter sido beneficiado.
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A comissão vai solicitar informações que hoje estão nas mãos de órgãos como a PolÃcia Federal, o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Esses documentos incluem investigações, relatórios internos e processos administrativos que ainda não são públicos.
— Vamos requisitar todos os documentos sobre o escândalo, inclusive os sigilosos. Isso inclui inquéritos da PolÃcia Federal, processos de sindicância no Banco Central, CVM, Tribunal de Contas e todos os outros necessários. No que depender de mim eu vou a fundo no esclarecimento e na elucidação dessa trapaça bilionária — disse Calheiros.
O pedido faz parte do trabalho de uma subcomissão criada dentro do Senado para acompanhar o caso. Esse grupo deve começar a funcionar oficialmente nesta quarta-feira. Renan disse que o Senado não precisa esperar a criação de uma CPI para ter acesso aos dados e que a própria comissão tem poder para pedir essas informações.
— Temos um plano de trabalho detalhado que será apresentado amanhã. É evidente que esta comissão não depende do aval de ninguém para destrinchar a fraude, de ninguém — afirmou.
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Além de analisar os documentos, o senador afirmou que o grupo pretende sugerir mudanças na lei para dar mais poder ao Banco Central na fiscalização de fundos de investimento e de outras aplicações financeiras. Para ele, falhas na fiscalização ajudaram o esquema a acontecer.
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Outros senadores que fazem parte do grupo também se manifestaram. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que o caso preocupa o Distrito Federal porque o Banco de BrasÃlia (BRB), que pertence ao governo local, comprou papéis ligados ao Banco Master e pode ter sido prejudicado.
Enquanto isso, a oposição afirma que já tem assinaturas suficientes para criar uma CPI para investigar o caso. Renan Calheiros avalia, porém, que o trabalho da comissão do Senado pode avançar mesmo sem a CPI. Segundo ele, com autorização do plenário, o Senado pode pedir diretamente os documentos ao Banco Central e à CVM.
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