Caso Master: ministro diz que PF tem

Caso Master: ministro diz que PF tem 'absoluta independência técnica' e já apura vazamentos

 

Fonte: Bandeira



O governo federal lançou, na semana passada, o Programa de Combate ao Crime Organizado, com previsão de investimento total de R$ 11 bilhões. Em entrevista ao Jornal da CBN, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a estratégia do Planalto se apoia em quatro frentes: asfixia financeira das organizações criminosas, reforço da segurança nos presídios, ampliação da capacidade de investigação de homicídios e combate ao tráfico ilegal de armas.

Vazamento de informações do caso Master

Questionado sobre os vazamentos de informações envolvendo o caso Master e a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, o ministro da Justiça afirmou que a pasta mantém uma posição rigorosa em relação a eventuais divulgações indevidas de dados investigativos. Segundo ele, a pasta exerce apenas um papel de supervisão sobre a Polícia Federal, que possui "absoluta independência técnica" para conduzir investigações.

"Da parte do Ministério da Justiça, há uma posição sempre muito rigorosa em relação a isso. É verdade que o Ministério da Justiça, em todos os casos, apenas exerce poder de supervisão sobre a Polícia Federal, que tem absoluta independência técnica para desenvolver suas atividades. Nesse caso específico, ao que parece, um grupo muito variado de pessoas teve acesso a algum conteúdo, mas a Polícia Federal já determinou a abertura de um expediente apuratório."

Classificação das facções criminosas como organizações terroristas

O ministro também comentou o temor de que facções criminosas brasileiras fossem classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas. Segundo ele, o tema não foi tratado na reunião entre o presidente Lula e o presidente Donald Trump.

"Nós conversamos por três horas sobre os mais variados assuntos e, por parte dos Estados Unidos, esse ponto sequer foi tocado. Então, consideramos que as tratativas de entendimento e cooperação internacional avançam. Houve, por parte do governo americano, a sinalização de total cooperação, e não temos nenhum motivo para acreditar que haverá algum embaraço nesse esforço comum."

Extradição de Carla Zambelli

Sobre a extradição da deputada licenciada Carla Zambelli, Wellington Lima afirmou que o Ministério da Justiça atua em conjunto com o Itamaraty e o Supremo Tribunal Federal (STF), mas considerou precipitado prever um prazo o retorno ao Brasil.