Caso Master: investigação aponta uso de milícia privada e plano para agredir jornalista

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Fonte da notícia: CBN CBN

Com o fim do sigilo das investigações do caso Master, documentos revelam que a apuração aponta o uso de uma milícia privada ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, denominada "A Turma", para intimidar pessoas, além de uma estratégia de contratação de influenciadores digitais. Daniel Vorcaro soube de operação contra ele com antecedência, revelam documentos do caso Master Contrato entre esposa de Moraes e Vorcaro previa consultoria para PF, BC, Receita Federal e Cade Segundo a investigação, o grupo teria ameaçado um ex-capitão de uma embarcação de Vorcaro após um desentendimento trabalhista. O homem relatou ter sido ameaçado de morte por sete homens armados. Os documentos também apontam que integrantes do grupo teriam planejado forjar um flagrante de drogas contra um DJ em Miami e arquitetado um falso assalto para agredir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em razão de publicações negativas sobre o banco. Influenciadores recebiam até R$ 2 milhões para defender o Master Para manipular a opinião pública, Vorcaro também financiou o chamado "Projeto DV". A organização oferecia até R$ 2 milhões a influenciadores digitais e políticos para que publicassem vídeos defendendo o Banco Master e atacando o Banco Central. Os contratados precisavam assinar um acordo de sigilo, com multa de R$ 800 mil em caso de vazamento de informações. Milícia privada teria custo de R$ 1 milhão mensais Ainda segundo a investigação, a milícia privada conhecida como "A Turma" era coordenada por Luiz Phillipi Mourão, apelidado de Sicário, e liderada nas ruas por Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado. O grupo seria formado por policiais civis, federais e hackers, com custo estimado em cerca de R$ 1 milhão por mês para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os pagamentos eram operados por familiares e funcionários de Daniel Vorcaro e transferidos para empresas de fachada.

O histórico da organização inclui o planejamento de ações violentas. Mensagens interceptadas mostram que Vorcaro ordenou que a milícia simulasse um assalto ao jornalista Lauro Jardim. Também no campo digital, a quadrilha atuava com espionagem. Os hackers invadiam celulares, acessavam contas em nuvem de opositores e realizavam ataques cibernéticos para tirar reportagens negativas do ar. O grupo acessava ilegalmente sistemas restritos da Polícia Federal e do Ministério Público e chegava a falsificar ofícios de órgãos públicos para forçar redes sociais a apagar perfis de adversários.

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