Caso Marielle: Zanin vota para tornar réus dois policiais

 

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O Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, votou, nesta quarta-feira, para tornar réus os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto num inquérito que aponta a participação deles em crimes relacionados ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Zanin acompanhou o voto do ministro Alexandre de Moraes. O julgamento acontece no plenário virtual com análise da Primeira Turma e segue aberto até sexta-feira. A Ministra Carmem Lúcia e o Ministro Flávio Dino, ainda precisam votar.

Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de associação criminosa e obstrução de Justiça no curso das investigações sobre o homicídio da parlamentar e do motorista Anderson Gomes.

A denúncia aponta a criação de uma organização criminosa, liderada por Rivaldo Barbosa, na Polícia Civil do Rio para atrapalhar investigações de homicídios, incluindo interferências no caso Marielle. De acordo com a PGR, a atuação do grupo incluía o desaparecimento de provas, a realocação de inquéritos policiais, ocultação de provas, ausência de preservação de elementos probatórios, incriminação de terceiros inocentes, utilização de testemunhos falsos e realização de diligências inócuas.

Rivaldo Barbosa foi nomeado chefe de Polícia Civil em 2018, um dia antes do assassinato da vereadora. Em seguida, escolheu Giniton Lages para assumir a Delegacia de Homicídios e liderar as investigações do caso. Por lá, já atuava também o comissário Antonio de Barros Pinto.

Em fevereiro, a Primeira Turma do STF condenou os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por serem os mandantes do assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes.

O colegiado ainda condenou o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, a 18 anos de prisão por corrupção passiva e obstrução de Justiça.