Caso Marielle: ato marcado para a Cinelândia após condenação dos mandantes pelo STF é cancelado devido à previsão de chuva forte

 

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O ato marcado para a Cinelândia, no Centro do Rio, às 17h desta quinta-feira, um dia após a condenação dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco pelo Supremo Tribunal Federal, foi cancelado devido à previsão de chuva forte na cidade. O anúncio foi feito pelo Instituto Marielle Franco nas redes sociais.

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"Seguimos firmes no marco de um novo Brasil com justiça por Marielle e Anderson. Nossa mobilização não se encerra aqui. Em breve, traremos novas orientações", escreveu a entidade.

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A mobilização contaria com a presença da família de Marielle Franco para celebrar a memória da vereadora executada a tiros no dia 14 de março de 2018, cerca de 8 anos atrás.

O mote da manifestação era "Da Cinelândia para o STF e do STF de volta para a Cinelândia", lembrando que os protestos realizados na praça no Centro do Rio desde o dia seguinte ao homicídio foram decisivos na pressão por justiça.

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"Foi a presença do povo que sustentou esses quase 8 anos de caminhada e é ela que seguirá abrindo os caminhos daqui para frente. É tempo de ocupar, de celebrar a força do nosso povo e de reafirmar que a justiça que floresce hoje é fruto da mobilização coletiva", afirmou o Instituto Marielle Franco ao convocar o ato, horas após o fim do julgamento no STF.

Previsão de chuva

De acordo com o Sistema Alerta Rio, da prefeitura, a cidade pode ter chuva forte acompanhada de raios na noite desta quinta e ao longo de sexta-feira.

A instabilidade do tempo é causada por um sistema de baixa pressão. Na sexta-feira, a chuva pode ocorrer a qualquer momento, com intensidade moderada a forte e chance de ventania.

A condenação dos mandantes

O julgamento do caso Marielle Franco no Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira, terminou com os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e João Francisco (“Chiquinho”) Brazão, ex-deputado federal, condenados, por unanimidade, pela acusação de planejar o homicídio da vereadora  e de seu motorista, Anderson Gomes, e da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, em março de 2018. Ambos foram sentenciados a 76 anos e três meses de prisão em setença proferida pela Primeira Turma.

Os ministros condenaram ainda Ronald Paulo Alves Pereira pelo duplo homicídio e o homicídio tentado. Robson Calixto, conhecido como Peixe, também foi condenado por organização criminosa. O quinto réu, Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi condenado por obstrução da Justiça e corrupção passiva.

A condenação unânime ocorreu após os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin seguirem o voto do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes — que acolheu a maior parte dos pontos apresentados pela acusação, feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os executores do crime foram condenados pelo 4º Tribunal do Júri do Rio em 31 de outubro de 2024. Ronnie Lessa, que apertou o gatilho, foi sentenciado a 78 anos e 9 meses de prisão, e o ex-PM Élcio de Queiroz, que dirigiu o carro em que estava Lessa, a 59 anos e 8 meses.