A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira aponta que a maior parte dos eleitores entendem que as investigações dos casos Lulinha e Master prejudicam muito o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Nos dois casos, a maioria não entendeu que as explicações dadas pelos políticos foram convincentes.
O levantamento foi contratado por O GLOBO e pela Globo.
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A Quaest aponta que 40% dos entrevistados entendem que Lula é muito prejudicado pelas suspeitas contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, de tráfico de influência que estão sendo investigadas pela Polícia Federal.
Lulinha é alvo de três inquéritos, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal para apurar se ele favoreceu empresários interessados em negócios com órgãos públicos e se atuou em benefício próprio.
O levantamento também mostra que 42% entendem que Flávio Bolsonaro é muito prejudicado por conta de suspeitas do seu envolvimento no caso Master.
Em maio desse ano, o site Intercept publicou um áudio do senador cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, chamada "Dark Horse".
O levantamento também mostra 54% dos eleitores entendem que Flávio não deu explicações convincentes sobre o caso Master e 52% dizem o mesmo sobre Lula a respeito do seu filho.
Além disso, a Quaest mostrou que, nos dois lados, o mesmo patamar de eleitores (66%) conhecem os escândalos.
Veja os dados sobre Lula:
40% dizem que o caso Lulinha prejudica muito a campanha de Lula
25% afirmam que o caso Lulinha prejudica pouco a campanha de Lula
31% defendem que não prejudica
22% acreditam que Lula deu explicações convicentes sobre Lulinha
54% dizem que Lula não deu explicações convicentes sobre Lulinha
Veja os dados sobre Flávio:
42% dizem que o caso Master prejudica muito a campanha de Flávio
22% afirmam que o caso Master prejudica pouco a campanha de Flávio
29% defendem que não prejudica
24% acreditam que Flávio deu explicações convicentes sobre o caso Master
52% dizem que Flávio não deu explicações convicentes sobre o caso Master
