Caso Hospital Anchieta: técnica de enfermagem nega envolvimento em mortes diz que também foi vítima

 

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A defesa de Amanda Rodrigues de Sousa, uma das técnicas de enfermagem presa por suposta participação na morte de três pacientes da UTI do hospital Anchieta, em Taguatinga, negou que ela tenha participado dos crimes e disse que a profissional também teria sido vítima do técnico Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, apontado como principal suspeito dos assassinatos.

Amanda está presa na Colmeia, no Complexo da Papuda, em Brasília. Segundo a defesa, em dezembro do ano passado ela ficou internada na UTI da unidade onde trabalhava após uma cirurgia bariátrica, e Marcos teria aplicado doses concentradas de uma medicação. O advogado, Liomar Torres, disse que uma enfermeira-chefe foi quem socorreu Amanda após ela passar mal e criticou Marcos.

SONORA diz que a mulher passou mal, que a enfermeira chefe a ajudou e que disse em voz alta que não "aguentava e nem aceitava mais as coisas que Marcus vinha fazendo no local"

Ainda de acordo com o advogado, Amanda e Marcos tiveram um relacionamento extraconjugal, mas o relacionamento não foi pra frente porque o homem tinha comportamento manipulador. Amanda e uma outra técnica de enfermagem são suspeitas de acobertar a ação criminosa do homem. De acordo com a polícia, Amanda chegou a ficar no corredor enquanto Marcos injetava substâncias não prescritas e até desinfetante na veia das vítimas. Mas a defesa diz que ela sempre passava pelo corredor e as imagens mostram ela olhando para os lados.

Segundo os investigadores, Marcos tem traços de psicopatia e parecia cometer os crimes "por prazer". Agora, a polícia investiga novas possíveis vítimas. Enquanto isso, famílias das três vítimas buscam acesso ao processo que está em sigilo, por meio de advogados. A justiça já informou que os autos ainda não podem ser acessados porque o caso está em investigação e que o sigilo busca "não causar tumulto processual" em razão da gravidade dos fatos. O advogado Vagner de Paula, que representa a família do carteiro Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos, que deixou mulher e uma filha de 5 anos, diz que mesmo tendo o acesso aos autos negado pela justiça, vai reiterar o pedido.

Quem também busca o acesso às informações envolvendo os técnicos de enfermagem é o Conselho Regional de Enfermagem do DF. Essa semana, o Coren-DF se reuniu com o delegado do caso e também reforçou o pedido de acesso ao processo à justiça, que negou a solicitação. O Conselho busca detalhes para abrir um Processo Ético-Profissional, que pode resultar em sanções que vão desde advertência até, nos casos mais graves, a cassação do exercício profissional.