Caso Henry Borel: Monique Medeiros deixa penitenciária em Bangu, após determinação da Justiça; vídeo
Acusada de homicídio por omissão na morte do filho, Henry Borel, Monique Medeiros teve a soltura determinada nesta segunda-feira, pela juíza Elizabeth Louro, do 2° Tribunal do Júri, após julgamento ter sido adiado. A magistrada aceitou o pedido da defesa de relaxamento de prisão porque, com o adiamento, poderia incorrer em excesso de prazo. Ela deixou a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste, às 18h16 desta segunda-feira. A soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Louro, do 2° Tribunal do Júri.
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Além de uma equipe de seis advogados, o irmão e uma prima também aguardavam sua saída. O irmão de Monique vestia um camisa com os dizeres “sou testemunha” e uma foto de Henry com a mãe. Na porta do presídio, os advogados perguntaram à diretora da unidade se a acusada poderia levar um gato que adotou no presídio, conforme pedido por Monique. O que foi autorizado.
Monique Medeiros deixa cadeia após julgamento ser adiado
Respaldo na Constituição
Ainda no Fórum, um dos advogados de Monique, Hugo Novais, afirmou que a decisão da juíza está respaldada na Constituição e que agora a cliente poderá se preparar para o júri em casa.
— É uma sensação de êxtase. A Monique ainda está incrédula. Mas está muito consciente da acusação que pesa sobre ela. Apesar de ter sofrido muito ao longo do cárcere. Mas ela veio hoje predisposta a esclarecer para a sociedade aquilo que ela é acusada, contextualizar e sair daqui com a inocência declarada. É claro que o feito ainda não acabou, nós ainda temos que explicar aos jurados o que de fato aconteceu com relação a acusação que pesa contra ela, mas certamente é um alívio sair daqui com a liberdade, respeitando a Contribuição, e para que ela possa se preparar para o julgamento no conforto da sua residência — afirma o advogado.
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Reações de comemoração
A decisão que adiou o julgamento pela morte de Henry Borel , crime que chocou o Brasil, provocou reações de comemoração entre os réus e seus familiares no plenário do Tribunal de Justiça do Rio nesta segunda. Ao ouvir a leitura da juíza Elizabeth Louro determinando o relaxamento de sua prisão, Monique chorou, abraçou seus advogados, fez o sinal da cruz e levantou as mãos para o céu. A juíza entendeu que manter a prisão configuraria “constrangimento ilegal”, já que o adiamento ocorreu por uma situação à qual Monique não deu causa.
Na plateia, parentes da acusada usavam camisas com a inscrição “Monique é inocente”. Houve gritos e choro após a decisão. Na saída do tribunal, os familiares não quiseram dar entrevistas.
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Em contraste com as reações de comemoração dos réus, Leniel Borel, pai do menino, caiu em prantos, inconformado com o adiamento.
Já o ex-vereador Dr. Jairinho, que teve a prisão mantida, abraçou uma de suas advogadas após o anúncio do adiamento — medida defendida por sua equipe desde o início da sessão. Nos dias que antecederam o julgamento, a defesa do padrasto de Henry chegou a apresentar recursos para tentar adiar o júri ou transferi-lo da comarca do Rio. A sessão desta quarta-feira foi interrompida depois que os advogados de Jairinho anunciaram que deixariam o plenário, o que levou a juíza a adiar o julgamento.
Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no Rio, após dar entrada em um hospital já sem vida e com marcas de agressões violentas.
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