Caso Henry Borel: Justiça nega pedidos da defesa dos réus

 

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A menos de duas semanas do júri popular do caso Henry Borel, a defesa dos réus pelo assassinato do menino teve duas derrotas na Justiça. A mãe Monique Medeiros teve um pedido de prisão domiciliar negado. Já o ex-vereador Doutor Jairinho tentava impedir a exibição de seis laudos de necrópsia de Henry, mas a Justiça negou o pedido.

Os advogados de Monique alegavam que ela poderia se preparar melhor para o julgamento marcado para o fim do mês se estivesse no regime domiciliar. Porém, o juiz Renan de Freitas Ongaratto não concordou com os argumentos e acolheu os pontos levantados pelo Ministério Público, contrários ao pedido.

Já a defesa de Jairinho dizia que o perito oficial do caso modificou o laudo de necrópsia do menino depois de debater o caso com uma outra perita, que se disponibilizou a ajudar o pai de Henry, Leniel Borel, sob “anonimato”. Na decisão, o juiz pondera que os diálogos apontados pelos advogados estão no processo desde o início da tramitação, e que eles deveriam ter pedido a nulidade dos laudos no início da ação.

A Justiça do Rio marcou pra 23 de março o júri popular do caso, que completou cinco anos no último domingo. Henry Borel tinha 4 anos na época do crime e, de acordo com as investigações, foi morto no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, o vereador cassado Dr Jairinho, em 8 de março de 2021. O ex-vereador e a mãe do menino são acusados de tortura e homicídio triplamente qualificado.