Caso Henry Borel: Justiça decide que Dr. Jairinho vai depor após Monique Medeiros
A defesa de Jairo Santos Souza Júnior obteve liminar em segunda instância para que o interrogatório de Jairo seja realizado somente após o de Monique Medeiros.
O pedido já havia sido feito no início do julgamento para a juíza, mas foi indeferido.
Os advogados alegam que a inversão é necessária para garantir a plenitude de defesa, permitindo que Jairo tenha conhecimento prévio das acusações que Monique Medeiros possa fazer.
O terceiro dia do júri do caso Henry Borel segue com o depoimento do psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro, que dura mais de cinco horas.
O psiquiatra que está depondo traçou um perfil psicológico dos réus, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e a professora Monique Medeiros. Ele disse que Jairinho apresenta traços de psicopatia e sadismo.
Disse ainda que é possível afirmar que Monique Medeiros sabia das agressões que o filho sofria.
O médico foi contratado por Leniel Borel, pai de Henry, e elaborou um parecer com base nos autos e depoimentos de terceiros, como ex-namoradas de Jairo e os filhos delas.
A defesa de Jairinho contesta a participação do psiquiatra no julgamento, já que ele não teve contato direto com o réu.
Em certo momento, houve bate-boca entre o assistente de acusação, que representa Leniel, e a defesa de Monique. O assistente disse que Monique tentou dar um golpe que não deu certo. Já a advogada dela afirmou que o pai do menino fez comícios com a morte do filho.
A sessão de hoje começou mais tarde porque ontem os trabalhos se estenderam até as 2h da manhã.
Hoje, a juíza Elizabeth Machado Louro voltou a se irritar com a demora dos interrogatórios e com perguntas que desviam do caso julgado.
Ela interrompeu o assistente de acusação e disse que já ouviu a mesma testemunha repetir a mesma coisa dez vezes. Ontem, chegou a afirmar que, nesse ritmo, o julgamento duraria um mês e meio.
Os depoimentos do perito Luiz Carlos Leal Prestes, do Ministério Público, e do legista Luiz Ayrton Saavedra de Paiva também são esperados hoje.
Ao todo, 27 testemunhas devem depor. Para esta quarta-feira, era esperado o depoimento da babá de Henry, Tainá, considerada peça-chave no caso por ter acompanhado toda a dinâmica familiar. Mas a oitiva foi adiada e ainda não há nova data prevista.
