O cirurgião plástico André Melo, investigado no caso da morte de Giovanna Coelho, de 29 anos, compareceu nesta sexta-feira (21) à Seccional do Comércio, em Belém, e prestou depoimento.
O médico havia sido intimado anteriormente pela Polícia Civil, mas não compareceu à oitiva.
O procedimento, que faz parte da investigação, durou cerca de cinco horas.
[instagram=DcUG8uvt_CR]
Segundo o advogado Ângelo Sampaio, que faz a defesa de André Melo, o cirurgião colaborou completamente.
“Foram cinco horas de esclarecimento, todas as perguntas foram respondidas e ele está colaborando com a Justiça”, afirmou.
O advogado explicou que, devido ao sigilo do inquérito, não poderá detalhar quais questionamentos foram feitos ao médico nem quais esclarecimentos foram apresentados à Polícia Civil.
“O inquérito segue em segredo de Justiça.
A gente não pode adiantar o que foi perguntado, o que foi esclarecido, mas ele está colaborando com o que for possível”, declarou.
Ainda de acordo com Ângelo Sampaio, André Melo deverá comparecer à Polícia Civil sempre que for novamente intimado durante o andamento da investigação.
“Sempre que for intimado, a gente vai comparecer”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de o cirurgião ser ouvido novamente, o advogado disse que a decisão caberá ao delegado responsável pelo inquérito.
“Pode ser que sim, que ele seja chamado a depor novamente.
Aí o delegado que está dirigindo o inquérito é que vai saber conduzir isso”, explicou.
Investigação
André Melo é investigado pela Polícia Civil no caso da morte de Giovanna Coelho, que morreu após ser submetida a procedimentos estéticos em Belém.
O médico está formalmente na condição de investigado.
A Polícia Civil também investiga a participação de outro médico no caso.
O inquérito está sob sigilo e busca reconstruir a cronologia dos acontecimentos, desde o período pré-operatório até a cirurgia e o pós-operatório.
O prontuário médico de Giovanna já foi entregue à Polícia Civil e deverá ser analisado pelos investigadores.
A corporação também aguarda o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML), que deverá auxiliar na determinação da causa da morte.
A irmã de Giovanna, Ana Caroline Coelho, também prestou depoimento à Polícia Civil na quarta-feira (19).
Outras pessoas, incluindo médicos e indivíduos indicados pela família, poderão ser ouvidas durante o andamento da investigação.
A Polícia Civil também avalia ouvir pessoas que relataram, nas redes sociais, supostos problemas relacionados ao médico investigado.
Parte desse conteúdo já foi preservada pela corporação para eventual utilização no inquérito.
A investigação deverá confrontar documentos e depoimentos antes de qualquer conclusão sobre eventual indiciamento, culpa, nexo causal, omissão ou negligência.
