Caso Epstein: diretora jurídica do Goldman Sachs abandona banco após revelação de vínculos com o criminoso sexual
A principal advogada do Goldman Sachs deixará o banco de Wall Street, disse o diretor-executivo da instituição na quinta-feira, após serem revelados seus estreitos vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
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A assessora jurídica da empresa, Kathryn Ruemmler, vinha sendo alvo de intenso escrutínio depois que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou vários e-mails nas últimas semanas mostrando sua amizade com o falecido ex-financista.
O diretor-executivo do Goldman Sachs, David Solomon, afirmou em um comunicado que respeita sua decisão de renunciar e agradeceu a Ruemmler “pela qualidade de suas assessorias jurídicas em temas importantes” para o grupo.
O banco informou que sua saída será efetiva a partir de 30 de junho.
Em uma declaração enviada ao jornal Financial Times, Ruemmler justificou a renúncia por sua vontade de evitar que “a atenção midiática” sobre sua figura “se torne uma distração” para o Goldman Sachs.
Ruemmler ingressou no império financeiro em 2020, após trabalhar no escritório de advocacia Latham & Watkins.
A relação entre Epstein e Ruemmler era conhecida desde a publicação de uma primeira série de documentos relativos ao caso, há vários meses. O Goldman Sachs havia demonstrado até então seu apoio à assessora jurídica.
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No entanto, a imprensa considerava inevitável sua saída após a nova leva de publicações.
Suas interações incluíam, segundo os relatos, a troca de conselhos sobre seus movimentos profissionais e questionamentos sobre seus crimes sexuais, além de mensagens de Ruemmler nas quais ela chamava Epstein de “querido” e “Tio Jeffrey”.
Ambos mantiveram sua relação amistosa até pouco antes da morte do criminoso sexual na prisão, em 2019. Ou seja, muito depois da primeira condenação, em 2008, do ex-financista por solicitar serviços sexuais de uma menor de idade.
Segundo o Wall Street Journal, Ruemmler foi uma das três pessoas para quem Epstein ligou após sua detenção, em julho de 2019, por acusações de tráfico sexual de menores.
Na época, a advogada trabalhava na Latham & Watkins, um escritório especializado em direito societário, fusões e aquisições e regulamentação do mercado de capitais.
Ela ocupou cargos importantes no Departamento de Justiça entre 2009 e 2011, durante a presidência de Barack Obama, antes de ingressar na Casa Branca como assessora jurídica até junho de 2014.
