Caso Epstein: cúmplice do financista depõe a portas fechadas ao Congresso dos EUA e deve invocar direito ao silêncio

 

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Ghislaine Maxwell, cúmplice do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, comparecerá nesta segunda-feira, a portas fechadas, diante de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, embora se espere que invoque seu direito constitucional de não responder.

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Maxwell, que cumpre pena de 20 anos de prisão por tráfico sexual de menores, deporá por videoconferência a partir da prisão perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes.

O colegiado, controlado pelos republicanos, investiga as conexões de Epstein com personalidades públicas e a forma como foram gerenciadas as informações sobre seus crimes.

Ghislaine Maxwell com Jeffrey Epstein em Nova York em 2005

New York Times

Desde a publicação, em 30 de janeiro, de novos arquivos governamentais relacionados a Epstein, dirigentes políticos e empresariais de todo o mundo se viram envolvidos em escândalos ou renunciaram por seus vínculos com o criminoso sexual, embora não se esperem novas acusações.

Maxwell pretende invocar seu direito constitucional de não se autoincriminar, garantido pela Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Seus advogados solicitaram ao Congresso a concessão de imunidade para que ela pudesse testemunhar, mas os parlamentares rejeitaram o pedido. Sem essa proteção, a defesa afirmou que recorrerá ao direito de não produzir provas contra si mesma.

“Prosseguir nessas circunstâncias não serviria para outra coisa senão um puro espetáculo político”, assinalaram seus advogados em uma carta.

O financista nova-iorquino foi condenado em 2008 por solicitar prostituição de uma menor. Em 2019, foi encontrado morto na prisão enquanto aguardava julgamento por exploração sexual de mulheres, incluindo menores.