Caso Ed Motta: polícia ainda ouve testemunhas e aguarda novas provas da defesa do cantor, diz delegada

 

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Após quase três semanas da confusão envolvendo o cantor Ed Motta no restaurante Grado, a Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e ainda aguarda que a defesa do artista apresente novas provas ao inquérito. O empresário Diogo Coutinho do Couto já foi intimado para depor como testemunha. Segundo a delegada Daniela Terra, da 15ª DP (Gávea), responsável pelas investigações, a polícia continua marcando oitivas de envolvidos no caso, mas os depoimentos vêm sendo ajustados conforme a disponibilidade das testemunhas e em acordo com os advogados, já que alguns dos intimados estão viajando. A delegada também afirmou que ainda aguarda o envio de novas provas prometidas pela defesa de Ed Motta.

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A investigação conduzida pela 15ª DP (Gávea) tenta esclarecer todos os desdobramentos da noite do último dia 2, quando uma discussão sobre a cobrança de taxa de rolha terminou em agressões físicas, acusações de xenofobia e um cliente ferido após ser atingido na cabeça por uma garrafa de vinho.

Novas imagens obtidas pela polícia mostram o momento em que um homem apontado como integrante do grupo de Ed Motta lança uma garrafa de vidro contra outro cliente do restaurante. A vítima, de 28 anos, precisou levar sete pontos na cabeça após o ataque.

De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito de ter arremessado a garrafa e desferido socos contra a vítima é o advogado Nicholas Guedes Coppi, amigo do grupo que estava na mesa com o cantor. Segundo as investigações, Ed Motta já havia deixado o restaurante quando a briga se agravou.

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O episódio começou após o grupo questionar a cobrança da taxa de rolha no restaurante do chef Nello Garaventa e de Lara Atamian, no Jardim Botânico. Conforme relatos prestados à polícia, o cantor se irritou, derrubou uma cadeira no salão e deixou o local. Minutos depois, a discussão entre integrantes das mesas evoluiu para agressões.

Além da apuração sobre lesão corporal, Ed Motta também é investigado por injúria por preconceito após funcionários relatarem ofensas contra nordestinos. Em depoimento à polícia, o cantor negou ter feito comentários xenofóbicos e classificou as acusações como “injustas” e “infundadas”.

O artista afirmou que é “neto de baiano” e “bisneto de cearense”, dizendo possuir “amplo respeito pelos nordestinos”. Ele também declarou repudiar qualquer tipo de preconceito.

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Funcionários do restaurante, no entanto, afirmaram à polícia que o cantor chamou um barman de “paraíba” durante a confusão. O dono do estabelecimento ainda entregou aos investigadores áudios atribuídos ao artista e relatou que episódios semelhantes já teriam acontecido anteriormente.

Após ouvir todos os envolvidos, a expectativa da polícia é encaminhar o caso envolvendo a agressão física ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), já que a lesão corporal é considerada um crime de menor potencial ofensivo. A investigação sobre injúria por preconceito, porém, segue em andamento.

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