Caso do ministro do STJ acusado de abusar sexualmente de jovem de 18 anos vai ser investigado pela PF
A PolÃcia Federal deve apurar a denúncia de assédio sexual feita contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi. Como ele tem foro especial, o caso que começou na PolÃcia Civil de São Paulo foi para o STF, e o Supremo, por sua vez, determina à PolÃcia Federal, a abertura de inquérito. Isso pode acontecer ainda hoje, ou dentro dos próximos dias.
Ao todo, são três frentes de investigação. Enquanto o Supremo e a PF apuram a parte criminal, o Conselho Nacional de Justiça apura no âmbito administrativo. O STJ também decidiu abrir uma sindicância, que deve durar em torno de 60 dias - e a Gabriela Echenique apurou que a tendência é que seja decidido pela aposentadoria compulsória do ministro.
Ontem à noite, após o caso vir a tona, foi convocada uma reunião às pressas entre os ministros do STJ. Após decidirem pela sindicância - ao invés de procedimento preliminar ou medida administrativa - foram sorteados os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira como membros da comissão encarregada da apuração no Superior Tribunal de Justiça.
O ministro Buzzi chegou a participar do inÃcio da reunião, e disse aos colegas que deve pedir hoje licença médica. Interlocutores da Corte, afirmam que o clima após a denúncia "é péssimo".
A revelação da denúncia foi feita pela revista Veja e envolve uma jovem de 18 anos. A garota teria sido assediada durante as férias, em Balneário Camboriú, onde ela e os pais passavam uma temporada na casa de praia do ministro.
Em nota, a defesa da vitima disse que, diante do gravÃssimo ato praticado, espera rigor nas apurações e que o mais importante agora é preservar a famÃlia.
Já o ministro Marco Buzzi negou as acusações, em nota. Ele disse que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas pelo site, que as informações não correspondem aos fatos.
