Caso Dimitri Payet: Larissa Ferrari aguarda há mais de um ano andamento do processo por violência sexual - QTU Questões do Universo

Caso Dimitri Payet: Larissa Ferrari aguarda há mais de um ano andamento do processo por violência sexual

Fonte: Bandeira da fonte

Há mais de um ano, ainfluenciadora e advogada Larissa Ferrari aguarda o andamento efetivo do processo envolvendo as acusações contra o ex-jogador do Vasco, Dimitri Payet, a quem denuncia por violências psicológica, física, sexual e moral.
Segundo ela, até o momento ainda não foi realizada a audiência de instrução para ouvir as testemunhas já indicadas, nem foram colhidos o depoimento pessoal de Larissa e a oitiva de Payet.
Essas etapas são fundamentais para o avanço do processo e para que todas as provas sejam devidamente analisadas.
Segundo Larissa, as testemunhas presenciaram fatos, acompanharam momentos importantes e poderão contribuir diretamente para o esclarecimento do que teria acontecido.
Enquanto aguarda justiça, a influenciadora diz que não pede privilégios nem um julgamento antecipado.
Busca apenas a oportunidade de ser ouvida, de produzir as provas previstas em lei e de ver o processo seguir regularmente seu curso.
A longa espera também provoca sofrimento.
Enquanto a audiência não acontece, Larissa afirma que permanece impossibilitada de apresentar de maneira completa elementos que considera essenciais para comprovar as violências denunciadas.
"A demora não apaga os fatos denunciados, mas prolonga a dor de quem aguarda uma resposta.
Justiça também precisa significar escuta, andamento e respeito ao tempo de quem teve coragem de denunciar", diz ela.

"Desde o início, eu sempre o denunciei por violência física, sexual, psicológica e verbal", disse Larissa, em entrevista ao jornal O GLOBO.
"Mas, inicialmente, o processo foi vinculado somente aos crimes de lesão corporal decorrente de violência doméstica e violência psicológica", explicou.

A influenciadora acusa o ex-jogador Dimitri Payet de abusos e episódios de violência durante o relacionamento, que teria ocorrido entre agosto de 2024 e março de 2025.
Em um documento de 23 páginas apresentado às autoridades, Larissa descreve as acusações e afirma ter sido submetida a comportamentos “humilhantes e violentos”.
Em outro trecho do depoimento, ela detalha o impacto emocional que a relação teria causado:
“Não tinha outra escolha, nem dignidade.
Apenas uma imposição brutal e repugnante por parte de um homem que se achava no direito divino de me possuir, abusar de mim e descartar-me.”
"Após o início do processo, pedimos o acréscimo da investigação sobre a violência sexual, e agora essa possibilidade foi reaberta", revela Larissa.

"Neste momento, o Tribunal aguarda a realização da audiência para ouvir as partes e as testemunhas, incluindo pessoas próximas a mim no Rio de Janeiro, que me viram machucada, e também pessoas da minha cidade".

Dimitri Payet nega todas as acusações.
O ex-jogador, que retornou à França após deixar o Vasco, reconhece que manteve um relacionamento com Larissa, mas sustenta que tudo ocorreu de forma consensual.
Segundo sua versão, as práticas descritas seriam “não convencionais”, porém teriam partido da própria denunciante.
Ele rejeita ter cometido qualquer forma de agressão.