Caso Collor é usado pela defesa de Bolsonaro para justificar pedido de prisão domiciliar
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao STF a conversão do regime prisional em prisão domiciliar, citando como precedente o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Os advogados apontam semelhanças nas comorbidades e destacam que Bolsonaro tem apneia obstrutiva severa, usa CPAP de forma contínua e segue em recuperação pós-operatória, com necessidade de acompanhamento médico constante.
O pedido foi encaminhado ao STF nessa quarta-feira (31) sob alegação de agravamento do estado de saúde após cirurgia realizada no período do Natal. O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes e diz que o retorno a superintendência da Polícia Federal é incompatível com a condição clínica atual, segundo os relatórios médicos anexados.
Os relatórios médicos alertam para riscos de complicações graves caso as recomendações não sejam seguidas de forma estrita, incluindo problemas respiratórios, cardiovasculares e risco de quedas.
A defesa argumenta que esses cuidados não poderiam ser plenamente garantidos nas dependências da Polícia Federal e pede a concessão imediata de prisão domiciliar humanitária após a alta hospitalar. O pedido será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.
