Caso Charlie Kirk: bala que matou influenciador conservador não corresponde a rifle atribuído a suspeito, diz defesa
A defesa de Tyler Robinson, acusado de matar o influenciador conservador Charlie Kirk, apresentou um novo argumento que pode impactar o rumo do processo: a bala retirada do corpo da vítima não teria sido vinculada ao rifle atribuído ao suspeito. O caso, que tramita nos Estados Unidos e pode levar à pena de morte, ganhou novos contornos após a divulgação de um documento judicial considerado decisivo.
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De acordo com o jornal inglês Daily Mail, os advogados afirmam que as análises do ATF não conseguiram confirmar que o projétil encontrado na autópsia corresponde à arma supostamente utilizada por Robinson. A defesa sustenta que essa lacuna fragiliza a principal linha acusatória e pode servir como prova exculpatória no julgamento.
Além disso, o caso envolve uma grande complexidade pericial. Relatórios do FBI e do ATF indicaram a presença de múltiplos perfis de DNA em itens analisados, o que, segundo a defesa, exige revisão detalhada por especialistas de diferentes áreas, como genética, biologia forense e estatística. Os advogados também afirmam ter recebido cerca de 20 mil arquivos — entre vídeos, áudios e documentos — apresentados pela acusação.
Diante desse volume de provas e da necessidade de análise técnica aprofundada, a defesa solicitou o adiamento da audiência preliminar por pelo menos seis meses. O argumento é de que ainda não houve tempo suficiente para examinar integralmente o material e garantir uma avaliação científica adequada.
De acordo com a acusação, Robinson teria dirigido por cerca de três horas até a Utah Valley University, onde Kirk foi morto a tiros em 10 de setembro. Promotores indicam que pretendem sustentar o caso com base em evidências balísticas, dados digitais, testemunhos e análises forenses.
