Casas comuns, função secreta: Europa teme avanço de rede russa com bases ocultas próximas a instalações estratégicas

 

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Chefes de inteligência europeus alertaram que a Rússia estaria expandindo uma rede discreta de imóveis estratégicos em diversos países do continente, em uma estratégia descrita como parte de uma “guerra híbrida” conduzida pelo Kremlin.

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Segundo autoridades ouvidas pelo jornal britânico The Telegraph, agentes ligados ao presidente russo Vladimir Putin estariam adquirindo propriedades próximas a instalações militares e infraestruturas civis sensíveis em pelo menos uma dúzia de países. As casas poderiam servir como centros de vigilância, bases para drones ou pontos de apoio logístico para ações de sabotagem.

Fontes de inteligência afirmam que alguns imóveis já poderiam estar preparados com equipamentos, explosivos ou agentes “adormecidos”, prontos para agir sob ordens.

Incêndios e suspeitas

Desde a invasão da Ucrânia, casos atribuídos ou associados a Moscou teriam se intensificado, incluindo incêndios criminosos em Londres, Vilnius e Varsóvia, envio de pacotes explosivos pelo correio e tentativas de sabotagem ferroviária.

Também foram levantadas suspeitas sobre aquisições imobiliárias próximas à base nuclear de Faslane, no Reino Unido, à base da RAF em Akrotiri, no Chipre, à sede do MI6 em Vauxhall e à embaixada dos Estados Unidos em Londres.

Autoridades investigam ainda relatos de que navios ligados à chamada “frota paralela” russa estariam posicionando sensores e possíveis dispositivos perto de cabos submarinos estratégicos.

Diante do cenário, países europeus discutem medidas mais restritivas para aquisição de imóveis por cidadãos russos e bielorrussos. A Finlândia já implementou uma proibição quase total desse tipo de compra.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia já conduz uma guerra contra o Ocidente em múltiplas frentes, buscando pressionar redes de transporte, energia e comunicação sem recorrer a um confronto militar direto.